Ao sair do estado de hibernação, a termelétrica de Uruguaiana registrou um salto no custo de operação. A usina gerou apenas com gás natural, sem aproveitar o vapor produzido pela queima do combustível, com custo equiparado ao de usinas a óleo diesel. A AES Uruguaiana ainda será ressarcida em R$ 17 milhões pela retirada do maquinário do almoxarifado e testes iniciais. O gás foi garantido pela Petrobras, que teve a missão de comprar a carga de GNL. Até a usina gaúcha, o insumo precisou pagar "pedágio" na Argentina onde foram incluídos custos com desembarque nos portos Bahia Blanca e Escobar, passando pela regaseificação, transporte do gás, tributos aduaneiros e até garantias financeiras para fechar os contratos. A Aneel, inclusive, encontrou dificuldades para auditar os custos na cadeia do gás. Parte dessas despesas precisa ser reconhecida para que as empresas sejam ressarcidas pelo setor elétrico. (Valor Econômico – 03.05.2013)
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