Medida vai resultar em economia de R$ 260 milhões com o custo de operação, e entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões com encargos
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Operação e Manutenção
08/05/2013
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que as termelétricas a diesel Pau Ferro (PE-94 MW), Termomanaus (PE-143 MW), Xavante (GO-54 MW) e Potiguar I (RN-43 MW) serão desligadas à 0 hora do próximo sábado, 11 de maio. O desligamento foi aprovado pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, na reunião mensal desta quarta-feira, 8.
"Daqui por diante vamos continuar avaliando a necessidade de manter as que estão hoje em funcionamento", afirmou o ministro. O desligamento das quatro usinas, representa uma economia mensal de R$ 260 milhões, relativos ao custo de operação dos empreendimentos. Em termos de redução de encargos, o valor fica entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões, segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chipp. No topo da lista das mais caras, as térmicas estão ligadas desde o dia 18 de outubro.
Atualmente, os custos mensais resultantes da geração térmica variam de R$ 500 milhões a 600 milhões, consideradas todas as usinas acionadas pelo ONS. O despacho térmico atual está em torno de 14 mil MW. Lobão disse que o custo total dos encargos deve chegar a R$ 2 bilhões, que serão diluídos em cinco anos com impacto de, no máximo, 3% ao ano para o consumidor.
O ministro voltou a garantir que o sistema elétrico opera em absoluta condição de segurança e não há nenhum risco de racionamento. Lobão lembrou que em abril a termelétrica de Uruguaiana voltou a ser desativada, quando o governo optou por desmobilizá-la. No último dia 4 de maio foi feita a paralisação para manutenção programada de Angra 2, que tem 1.350 MW de potência instalada. "Esses desligamentos, inclusive o programado de Angra, são uma demostração de que podemos fazer o que fizemos", disse.
Para Hermes Chipp, o mais importante foi o que se deixou de gastar com as usinas desativadas. "Atingimos um nível de armazenamento [dos reservatórios] muito maior do que esperávamos" avaliou o diretor do ONS. Esse percentual chegou a 63% no Sudeste e Centro-Oeste até abril, para uma expectativa entre 50% e 55%.
Lobão explicou que as chuvas vieram até o fim do mês passado, mas a água leva um tempo para chegar da cabeceira dos rios até as hidrelétricas. No caso de Sobradinho, por exemplo, o percurso da cabeceira do São Francisco, em Minas Gerais, até a hidrelétrica, na Bahia, leva 13 dias. "Se quiséssemos, poderiamos desligar mais térmicas hoje, mas estamos mantendo a energia nos reservatórios", concluiu o ministro.
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