Notícias do setor
13/05/2013
Geradoras querem repassar custo com usinas térmicas

A conta bilionária com o acionamento das usinas térmicas ainda não chegou à conta de luz, mas as empresas do setor pressionam o governo para reajustar os preços. Em teleconferência com analistas, o vice-presidente financeiro da Energias do Brasil, Miguel Amaro, afirmou que as geradoras consideram ter o direito de repassar qualquer custo adicional para seus clientes, o que inclui o despacho de termelétricas. Segundo ele, as associações que representam tanto as empresas de geração como as comercializadoras já levaram a reivindicação ao governo e à Aneel. Como os contratos não possuem cláusulas que permitem renegociar os preços, o reajuste só será feito com o consentimento dos reguladores. A AES Tietê informou, por exemplo, que seus contratos de fornecimento para a AES Eletropaulo não permitem cobrar os gastos adicionais com usinas térmicas. Por enquanto, o governo conseguiu retardar os reajustes nas contas luz com a liberação de recursos do Tesouro. As distribuidoras começaram neste ano a receber dinheiro da CDE para cobrir os gastos com o ESS. A AES Eletropaulo, responsável pela distribuição de energia na Grande São Paulo, informou ontem que espera receber R$ 317 milhões em recursos da CDE referente ao primeiro trimestre. Deste total, R$ 217 milhões referem-se ao despacho de usinas térmicas e R$ 100 milhões à sua exposição ao mercado de curto prazo. No entanto, afirmou Rinaldo Pecchio, diretor financeiro da distribuidora, as despesas acumuladas com itens não gerenciáveis já somam R$ 421 milhões, cifra que será repassada para conta de luz no reajuste tarifário da empresa, em julho. (Valor Econômico – 10.05.2013)

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