Diretor financeiro diz que resultados da empresa estão em linha com o que a companhia projetava e que espera a regulamentação de regras
Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Investimentos e Finanças
16/05/2013
O diretor financeiro e de relações com investidores da Cteep, Reynaldo Passanezi Filho, disse nesta quinta-feira, 15 de maio, que a opção pela aceitação da renovação das concessões pela empresa foi uma medida acertada. Ele toma como base os resultados da empresa que no primeiro trimestre apresentou os efeitos da lei 12.783 com margem Ebtida de 28,4% como boas para uma empresa de operação e manutenção em linha com o que se era esperado do ponto de vista de operação. Mas revela que ainda espera algumas definições quanto a remunerações que ainda precisam ser regulamentadas pelo poder concedente.
"Temos a expectativa ainda sobre uma parte expressiva sobre o que foi o conjunto da prorrogação. A indenização dos ativos anteriores a maio de 2000, a remuneração quanto as melhorias e a adequada regulamentação para a garantia de receita sobre os investimentos em melhorias feitos pela companhia, temos esses três pontos pendentes e que são importantes para a empresa e fizeram parte da aceitação dos termos da MP 579", disse o executivo em teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre do ano.
Apesar do governo ainda não ter dado as definições indicadas pelos executivo ele acredita que não existe nenhuma indicação que as regras serão diferentes do que empresa espera. "Temos tido sinais e contatos com a Aneel e MME e nossa expectativa é de que o governo está preparando as regulamentaçõres sobre esses pontos para que haja transparência e regras bem claras", estimou ele.
No primeiro trimestre, a Cteep registrou o recebimento de 50% do valor que o governo avaliou a indenização da Cteep de cerca de R$ 2,8 bilhões. A outra metade deverá ser recebida mensalmente com a taxa de remuneração de IPCA mais 5,59% de correção ao mês.
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