Um dos desafios para a venda dos ativos da Eletrobrás é que as seis distribuidoras estão em processo de renovação das concessões e o governo ainda não publicou quais serão as regras para a prorrogação dos contratos. Diante das incertezas que esse fato pode gerar, os executivos da Eletrobrás avaliam que a privatização das distribuidoras pode não ser a melhor alternativa nesse momento. Com isso, o modelo que faria mais sentido agora seria o ingresso de um sócio estratégico para dividir o controle operacional das concessionárias, com a Eletrobrás detendo uma participação minoritária. Equatorial, CPFL Energia, Energisa e a J&F, holding controladora da JBS que estreou em 2012 no setor elétrico, já manifestaram publicamente interesse nesses ativos. Ainda se comenta no mercado que a Neoenergia também estaria interessada nas distribuidoras da holding federal. Procurada pela reportagem, a Eletrobrás informou, por meio de nota, que "estão sendo elaborados estudos para redimensionamento e adequação da estrutura atual de custos das empresas do Sistema Eletrobras ao novo patamar de receita estabelecido para operação e manutenção dos ativos cujas concessões foram renovadas", informações já divulgadas em um comunicado ao mercado. "Mais especificamente com relação à distribuição, o Plano Diretor de Negócios e Gestão ,aprovado e já divulgado, sinalizou com a realização de estudos para reestruturação do negócio de distribuição", acrescentou. (O Estado de S. Paulo – 18.05.2013)
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