Tolmasquim avalia que o prazo do contrato é bom para geradores, mas é preciso esperar para ver
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Planejamento e Expansão
23/05/2013
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, afirmou nesta quinta-feira, 23 de maio, que o preço-teto de R$ 171,80/MWh, definido para o leilão emergencial A - ou A-0, como prefere o mercado -, é o máximo possível permitido por lei. Tolmasquim acredita que o interesse pelo certame, previsto para o dia 24 de junho, vai depender da aposta de cada gerador em relação ao preço do mercado de curto prazo.
"Quem achar que o preço do mercado spot vai ficar mais caro que isso o tempo todo pode optar por não vender. Mas outros podem achar que é arriscado ficar [nesse mercado], e ter um contrato garantido", afirmou à Agência CanalEnergia. Para o executivo, o contrato com prazo de um ano é bom para muitos agentes porque é o periodo em que eles têm energia disponivel. "Então, pode ser que apareça oferta, mas tem que esperar o leilão para ver", concluiu.
O leilão emergencial de energia existente tem como alvo a recomposição da oferta do insumo às distribuidoras, que calculam em mais de 2 mil MW médios a quantidade de energia descontratada em dezembro do ano passado. Para suprir esse déficit no atendimento ao mercado cativo, desde janeiro as empresas têm recorrido à compra de energia no curto prazo, o que as levou a ficarem expostas ao Preço de Liquidação das Diferenças. O prejuízo será bancado pela Conta de Desenvolvimento Energético e cobrado do consumidor pelos próximos cinco anos.
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