Uma emenda à MP 605/2013 abre a possibilidade dos investidores de nove projetos de usinas hidrelétricas --licitadas há mais de dez anos e que nunca saíram do papel-- devolverem à União as concessões e desistirem do negócio. A maior parte dos empresários avalia que a solução não é a ideal. Em um cenário de demanda crescente por energia, querem manter a construção após anos discutindo licenças ambientais. Dois grupos, porém, estão em processo de devolução dos empreendimentos após os anos de debate: os donos das usinas Couto Magalhães, entre Goiás e Mato Grosso, e de Baú I, em Minas Gerais. Os empresários alegam que alguns projetos estão em fase final de licenciamento. "Estamos discutindo esses projetos há mais de dez anos, fizemos investimentos e as adaptações que foram pedidas", afirma Cristiano Amaral, vice-presidente da Abiape. Se as concessões forem devolvidas, a União poderá voltar a licitar os ativos a novos investidores. (Folha de São Paulo – 22.05.2013)
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