Autor(es): Por Ana Paula Ragazzi | Do Rio
Valor Econômico - 24/05/2013
A CPFL Energias Renováveis retomou os planos para sua oferta pública inicial de ações. A operação deverá movimentar entre R$ 500 milhões e R$ 800 milhões. O Valor apurou que o BTG Pactual, um dos coordenadores da oferta, dará garantia firme de colocação. Essa garantia é necessária porque sócios da Ersa, uma das criadoras da CPFL Renováveis, têm um preço mínimo para a concretização da operação, abaixo do qual poderiam vetar a concretização da distribuição, conforme antecipou ontem o Valor PRO.
Procurado, o BTG não deu entrevista. A minuta do prospecto da oferta informa que a garantia firme ocorrerá se não houver demanda do mercado pela totalidade dos papéis. Se for exercida, o preço das ações na oferta será no mínimo da faixa sugerida. O prospecto esclarece ainda que o prestador de garantia poderá revender as ações até a data do encerramento da oferta por preço não superior ao definido na operação. Após o encerramento, as vendas poderão ser a preço de mercado.
A CPFL Renováveis chegou a dar início aos procedimentos para o IPO ano passado, mas interrompeu o processo em outubro por conta das condições de mercado. Naquele momento, o setor elétrico também vivia incertezas sobre a renovação das concessões no Brasil. A operação repete algumas características de ofertas que os bancos têm levado a mercado neste ano. A empresa é um dos negócios de uma outra companhia já listada, a CPFL Energia, assim como ocorreu com Smiles, controlada pela Gol; e BB Seguridade, do Banco do Brasil. Além disso, a garantia de colocação já ocorreu em Biosev e também será dada, pelo BTG, em oferta programada pela MPX.
A CPFL Renováveis surgiu em agosto de 2011, quando a CPFL Energia e a Ersa uniram suas operações de energia alternativa. Uma oferta era esperada, uma vez que o bloco acionário da empresa abriga investidores financeiros. A CPFL tem 63% da empresa e o restante do capital está distribuído entre antigos sócios da Ersa: Pátria (9,4%), FIP Brasil Energia, gerido pelo BTG Pactual (7,63%), Bradesco BBI FIP Multisetorial Plus (4,99%); DEG, banco de desenvolvimento do grupo financeiro alemão KfW, (2,48%) e GMR Empreendimentos Energéticos (2,23%), além de três integrantes da família Sahade, cada um com 0,33%.
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