Alteração reflete ação similar no rating soberano do Brasil
Da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas
07/06/2013
A Standard & Poor’s Ratings Services alterou a perspectiva dos ratings atribuídos à Petrobras e à Eletrobras de estável para negativa. A alteração reflete ação idêntica nos ratings de crédito soberano do Brasil. Ao mesmo tempo, a agência reafirmou os ratings ‘BBB’ da Petrobras e os ratings em moeda estrangeira ‘BBB’ e em moeda local ‘A-’ da Eletrobras.
A alteração de perspectiva reflete ação similar na perspectiva dos ratings de crédito soberano do Brasil e está em linha com o critério da S&P para entidades vinculadas a governos. Os ratings de ambas as companhias seriam rebaixados se houvesse uma ação similar no soberano, visto que os perfis de crédito individual (SACP, na sigla em inglês) delas atualmente são mais baixos do que o rating em moeda estrangeira do soberano.
De acordo com a agência, a visão de probabilidade “quase certa” de suporte governamental à Eletrobras tem base no papel “crítico” desempenhado pela empresa como agente financeiro para as suas subsidiárias do setor brasileiro de energia elétrica e como gestora e entidade controladora dos ativos do governo federal e no seu vínculo “integral” com o governo, visto que este detém uma participação majoritária no capital da companhia. Para a visão de probabilidade “muito alta” de suporte governamental, a agência justifica o papel “muito importante” da Petrobras como a principal produtora de petróleo do Brasil, e o seu vínculo “muito forte” com o governo brasileiro, o qual detém 50,2% do capital votante da companhia.
O SACP da Eletrobras reflete o seu perfil de risco de negócios “satisfatório” e o seu perfil de risco financeiro “intermediário.” A avaliação desses perfis reflete a exposição da companhia ao ambiente regulatório do país, os pesados investimentos de suas subsidiárias, que lhe demandarão certo suporte financeiro, e a forte influência do governo federal sobre o seu planejamento estratégico. Também incorpora as atividades de exploração e produção da companhia, a posição de liderança de mercado em todos os aspectos da indústria brasileira de hidrocarbonetos, a diversificação geográfica mais limitada quando compara à dos pares globais e um plano de investimentos considerável resultando em um projetado fluxo de caixa operacional livre negativo pelo menos até 2015.
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