Embora a população não esteja adquirindo bens duráveis na mesma intensidade do ano passado, alguns hábitos que elevam o consumo de energia foram incorporados, após a redução da tarifa, como mostra estudo do Data Popular, instituto especializado em pesquisas de mercado nas classes C, D e E. E mesmo que futuras revisões tarifárias, influenciadas pelo acionamento de usinas térmicas por causa da seca do ano passado, venham a reduzir o desconto na conta de luz anunciado pelo governo, os preços recuaram fortemente no início do ano. No acumulado de janeiro a maio, o custo da energia consumida nos lares brasileiros registrou deflação de 18,86%, no IGP-DI, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Com a queda de preço, a tendência é haver aumento do consumo de luz. Pode ser que o efeito não seja tão imediato, mas elevem", diz o superintendente adjunto de Inflação do Ibre/ FGV, Salomão Quadros. Segundo Renato Meirelles, presidente do Data Popular, as principais companhias de distribuição de energia encomendaram pesquisas sobre os impactos da redução das tarifas. "O consumidor entendeu que a redução foi boa para o bolso dele e relaxou um pouco no consumo", comentou. (O Estado de S. Paulo – 10.06.2013)
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