Os custos com a geração térmica passarão a estar refletidos nos preços spot, o que, na avaliação de analistas do setor, fará com que o mercado fique mais realista. Com as regras atuais, as despesas com as usinas térmicas estão escondidas no ESS. O PLD é utilizado na liquidação mensal de posições compradas e vendidas na CCEE. "É impossível prever quanto o PLD irá subir com a nova metodologia", diz Barata. Os geradores sempre apoiaram uma alteração no PLD, que refletisse os despachos de usinas térmicas, mas criticaram a forma como o governo promoveu as mudanças, sem aviso prévio. Desde abril, o governo adotou um modelo de transição até que uma nova fórmula fosse definida. O país convive hoje com dois PLDs - o convencional e o final, que já inclui custos com as empresas térmicas. Segundo Barata, estão sendo testadas duas metodologias para o ‘novo’ PLD, que incorporam curvas de aversão ao risco. Uma delas chama-se Valor Condicionado a um dado Risco (CVaR), uma fórmula já utilizada em outros países. A outra chama-se Superfície de Aversão a Risco (SAR) e é um aprimoramento da metodologia que foi desenhada pelo Cepel. (Valor Econômico – 11.06.2013)
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