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14/06/2013
Atraso em Angra 3 precisa receber aval de ministério

Autor(es): Por Marta Nogueira | Do Rio
Valor Econômico - 14/06/2013
A Eletronuclear precisa da aprovação do Ministério de Minas e Energia (MME) para postergar o início da entrega de energia da usina nuclear Angra 3, de janeiro de 2016 para agosto de 2018. Apesar de já ter anunciado mais esse atraso para o início da operação da usina, na semana passada, a Eletronuclear ainda deve oficializar o pedido ao ministério até agosto.
Othon Pinheiro, presidente da Eletronuclear, disse que o Contrato de Energia de Reserva (CER), firmado com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em agosto de 2011, previa que a Eletronuclear poderia solicitar, até novembro deste ano, o adiamento do início da operação. Caso o ministério não permita, a companhia será obrigada a comprar energia para honrar o contrato.
"Nós fizemos aquele contrato usando a melhor estimativa que tínhamos naquele momento [para entrada em operação em janeiro de 2016]", disse Pinheiro. "Com a anuência do ministério, a gente pode deslocar a data do início do funcionamento".
Pinheiro não acredita que o pedido seja negado pelo ministério já que, segundo ele, alguns atrasos foram causados por dificuldades internas do país, como a "lentidão no processo de licenciamento nuclear", a cargo da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).
Segundo o presidente, o novo atraso não deverá causar fortes mudanças no investimento total para a construção do empreendimento, de cerca de R$ 13 bilhões. "Se houver [aumento do investimento], vai ser muito pequeno", disse Pinheiro. Entretanto, ele pondera que haverá redução da taxa de rentabilidade da usina.
A demora para a obtenção de crédito para a importação de equipamentos também contribuiu para o atraso do cronograma, na avaliação de Pinheiro. A companhia conseguiu, na segunda-feira, a aprovação de financiamento de R$ 3,8 bilhões da Caixa Econômica Federal para a importação de equipamentos para a usina. Embora o contrato para o crédito tenha sido assinado em dezembro, o financiamento só saiu após a aprovação da Medida Provisória (MP) nº 618, na semana passada. Antes da MP, a Eletronuclear, como subsidiária de uma estatal, não era autorizada a apresentar uma contragarantia necessária para o Tesouro para a obtenção do crédito.

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