Notícias do setor
18/06/2013
Redução nas contas de luz já custou R$ 8 bilhões ao governo

De janeiro até o início de junho deste ano, o governo teve de pagar R$ 8 bi para bancar a redução média de 20% nas contas de luz, em vigor desde fevereiro, mesmo com o uso reforçado das usinas termelétricas, cuja energia é mais cara. O número é tratado de forma sigilosa pelo governo e foi obtido com exclusividade pela Folha. Calculado por técnicos do governo, inclui todas as despesas pagas pelo fundo do setor, a CDE, em nome de duas missões: manter a energia mais barata e segurar o impacto da geração térmica sobre as tarifas. Parte desse gasto será repartido com o consumidor nos próximos cinco anos. Em resposta a um pedido do jornal, a Aneel informou que apenas o gasto com as térmicas, tratado isoladamente, de janeiro a abril, é superior a R$ 3 bi. As despesas restantes envolvem redução de encargos e o gasto com a energia mais cara gerada pelas usinas térmicas no período restante, entre outros custos. A agência disse não dispor dos dados atualizados para o período até o início de junho. (Folha de São Paulo – 16.06.2013)
Governo do Amapá paga R$ 319 mi à Eletronorte em mais uma etapa de federalização da CEA
O Governo do Amapá começou a pagar a dívida da CEA. A transferência de R$ 407 mi foi confirmada na última quinta-feira, 13 de junho. A empresa tem um débito de cerca de R$ 1,2 bi com credores federais e privados, dos quais o maior é a Eletronorte. Os débitos com encargos setoriais deixam a empresa impedida de promover reajuste na tarifa. De acordo com o presidente da CEA, José Ramalho, nesta primeira parcela foram pagos R$ 319 mi à Eletronorte, que é a principal fornecedora de energia à estatal; R$ 82 mi para a Eletrobras e R$ 6 mi para o MME e Financiadora de Estudos e Projetos. "É o início do processo de busca da adimplência da CEA dentro do setor para que ela limpe seu nome no mercado.", explica. O anúncio do pagamento foi feito pelo governador Camilo Capiberibe, que destacou que a quitação da dívida faz parte de um pacote de medidas e ações projetadas para impulsionar a economia amapaense através de investimentos maciços em Infraestrutura, Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia. Os custos para isto estão garantidos com os recursos do BNDES, que liberou R$ 2,8 bi ao Amapá. (Agência CanalEnergia – 14.06.2013)

 

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