Dos 8 pontos percentuais, 6 pontos são dos contratos de energia de reserva e 1,36 ponto de Itaipu
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Consumidor
20/06/2013
Os gastos com a compra de energia representaram em torno de oito pontos percentuais do aumento médio de 14,61%, autorizado para a tarifa da Copel Distribuição. Relator do processo de reajuste da distribuidora, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Romeu Rufino, explicou que o peso maior no mix de compra da empresa foram os contratos de energia de reserva por disponibilidade, com seis pontos percentuais; seguido de Itaipu, com 1,36 ponto percentual, em conseqüência da variação do dólar.
Há ainda um pequeno impacto da correção dos contratos de energia velha que estão fora do sistema de cotas. Sem a cobertura da Conta de Desenvolvimento Energético, o aumento do Indice de Reajuste Tarifário seria 4,3 pontos percentuais maior, segundo o diretor.
Rufino explicou que a tarifa também embute a projeção de gastos com a compra de energia nos próximos 12 meses, e passa a refletir, dessa forma, o cenário de manutenção da geração termelétrica a plena carga pelo menos até o final do ano. "Dado que essas térmicas estão sendo despachadas, e tem uma previsão de elas continuarem sendo despachadas com o valor do PLD num patamar mais alto, você coloca uma previsão do que será o custo para o próximo período. A diferença vai para a CVA, que captura e faz o acerto de conta", disse.
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