1 AES Eletropaulo prevê investir R$ 3,2 bi até 2017
Disposta a deixar no passado os problemas que comprometeram sua imagem junto aos consumidores, a AES Eletropaulo prevê investir R$ 3,2 bilhões até 2017 em sua área de concessão para melhorar indicadores de qualidade do serviço e elevar a produtividade e a eficiência de suas operações. O novo ciclo de aportes da distribuidora inclui reforços e a expansão da malha de distribuição, além de introdução de novas tecnologias para tornar a operação das redes e o despacho das equipes de campo mais "inteligentes". Apesar de operar em área com alto grau de maturação, a AES Eletropaulo tem observado aumento da carga puxado pelo boom imobiliário na Região Metropolitana de São Paulo, fato que surpreende os próprios executivos da companhia. "Prédios mais velhos estão dando lugar a torres enormes. Com isso, a carga de energia tem crescido em lugares onde, em tese, não deveria crescer tanto", afirmou o diretor vice-presidente de operações da concessionária, Sidney Simonaggio. O aumento da carga, uniforme em toda a área de concessão da distribuidora, traz o desafio de realizar investimentos no ritmo certo para evitar sobrecargas e atender à demanda. (O Estado de S. Paulo – 21.06.2013)
2 Aníbal: governo tem que pagar o que deve antes de querer leiloar Cesp
O secretário de energia de São Paulo, José Aníbal, reagiu às afirmações do presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, sobre o interesse da estatal em participar do leilão da usina Três Irmãos, que pertence à empresa paulista Cesp. “O governo quer leiloar a Cesp? Primeiro, tem que pagar o que deve”, disse Aníbal. Segundo ele, o governo federal estima que a indenização que será paga à Cesp pelos investimentos não amortizados feitos em Três Irmãos é de R$ 1,4 bilhão. Nos cálculos da Cesp, porém, essa cifra chega a R$ 3,4 bilhões, disse o secretário. “Já faz mais de um ano que as discussões sobre essa indenização começaram. Nós mostramos nossos cálculos, mas até hoje o governo federal não explicou de onde é que ele tirou esse valor de R$ 1,4 bilhão. Três Irmãos só vai a leilão depois que nos pagarem o que devem”, afirmou. (Valor Online – 20.06.2013)
3 Celpa: Diretoria não dará primeiro passo para fim da greve
A diretoria da Celpa, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica do Pará, não pretende ceder aos apelos do Sindicatos dos Urbanitários e dos Engenheiros do Estado do Pará e não dará o primeiro passo para por fim ao movimento grevista, que mobiliza parte dos funcionários desde a última segunda-feira (17/06). De acordo com dados do sindicato, a greve conta com a adesão de 60% dos funcionários da empresa (70% do núcleo operacional), mas esse percentual é contestado pela empresa que afirma que o número de trabalhadores de braços cruzados não ultrapassa os 25%. De acordo com Renan Bodra, diretor de Gente e Gestão da Celpa, as demissões fazem parte da estratégia de reorganização da companhia, que encontra-se em recuperação judicial desde o ano passado. "Estamos tentando readequar o nosso quadro a essa estrutura. A empresa passa por uma fase delicada e cada um deveria ter o compromisso de tirar a Celpa da situação que ela se encontra", disse. (Jornal da Energia – 20.06.2013)
4 Gávea Investimentos compra 10,72% do capital social da Energisa
A Energisa comunicou nesta quinta-feira, 20 de junho, que a Gávea Investimentos, através do GIF IV Fundo de Investimento em Participações, adquiriu participação equivalente a 10,72% do capital social total da companhia. O fundo comprou, por valor não revelado, 26,7 milhões de certificados de depósito de ações (Units), que representam um total de 26,7 milhões de ações ordinárias e 106,8 milhões de ações preferenciais, correspondentes a 4,5% do capital votante e 16,36% do total de ações PNs. Com a operação, foi realizado um acordo de acionistas no qual dá direito a um assento ao GIF IV no conselho de administração, que passará a ter sete membros. O grupo controlador da Energisa, o Gipar, tem 67,5% do capital total da companhia. O FIP da Serra detém 19.988.185 Units. (Agência CanalEnergia – 20.06.2013)
5 Acordo coletivo de terceirizados dificulta ainda mais situação da Celtins
Sob intervenção da Aneel desde o ano passado, imersa em dívidas e aguardando um desfecho para a compra das distribuidoras da Rede Energia, a Celtins (TO) se depara diante de mais um problema. Acordo coletivo de trabalho fechado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Energia Elétrica do Tocantins de Construção Civil do Tocantins e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado e que já homologado pelo Ministério do Trabalho e Emprego dá um reajuste médio de 30% nos salários de eletricistas terceirizados da distribuidora, além de um aumento no auxílio alimentação. De acordo com Isaac Averbuch, interventor da Celtins, a empresa foi surpreendida com o reajuste e não terá como arcar com o aumento nos seus custos com os terceirizados que o reajuste vai provocar. "É impensável, ela não teria condições", explica. O reajuste deve ser aplicado a partir de 1º de julho. Ainda de acordo com o interventor, os custos da Celtins vão aumentar em torno de R$ 38 mi até o fim do ano com a medida. (Agência CanalEnergia – 20.06.2013)
6 Cemig e governo mineiro lançam programa para aumentar qualidade no fornecimento
A Cemig e o Governo de Minas lançaram, nesta quinta-feira (20/06), o Programa Energia em Dobro. A previsão é de investimentos de cerca R$ 100 mi em 149 municípios que, até o fim de 2014, passarão a contar com dupla alimentação de energia. O programa beneficiará 320 mil consumidores ou cerca de 1,2 mi de pessoas que vivem nessas cidades. Dos 774 municípios atendidos pela Cemig em Minas, 149 possuem apenas um sistema de alimentação, ou seja, se a rede que atende ao município apresentar um problema técnico, ou for desligada por um raio, ventania ou queda de árvore, a cidade fica sem energia até a solução do defeito por uma equipe da Cemig. Quando o sistema de dupla alimentação for implantado, o restabelecimento da energia poderá ser feito, remotamente, pelo Centro Integrado de Operação da Distribuição (COD), localizado em Belo Horizonte, normalizando o fornecimento de energia em poucos minutos. (Jornal da Energia – 20.06.2013)
7 AES Sul tem pedido de reajuste tarifário negado pelo TRF
A AES Sul teve negado seu pedido de reajuste tarifário sem a autorização da Aneel . A distribuidora gaúcha alegava que a alteração no valor da tarifa de energia teria de ter aplicação imediata, já que a autarquia não se manifestou sobre o pedido de revisão tarifária no prazo de 30 dias fixado na Lei nº 9.427/96 e, por isso, o reajuste deveria ser automático. A Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região e a Procuradoria Federal junto à Agência rebateram as alegações e destacaram que o prazo de 30 dias somente corre a partir do momento em que estiver concluída a instrução, o que não foi o caso. As procuradorias sustentaram que o termo de imediata aplicação contida no parágrafo 2º do artigo 15 da Lei nº 9.427/96 deve ser interpretado em conformidade com o princípio da motivação dos atos administrativos, de modo que a "imediata aplicação" não dispensa justificativa expressa e suficiente, por meio de "ato específico da Aneel, que autorize a aplicação de novos valores". (Jornal da Energia – 20.06.2013)
8 Audiência Pública em São Luís (MA) debate revisão tarifária da Cemar
A Aneel promove na próxima sexta-feira (28/06) sessão presencial de Audiência Pública em São Luís (MA), das 8 às 12 horas, para debater a 3ª Revisão Tarifária da Companhia Energética do Maranhão (Cemar). A reunião será presidida pelo diretor-geral da Aneel, Romeu Donizete Rufino, e acontecerá na Faculdade Santa Teresinha, Av. Casemiro Júnior, 12, Anil. Os valores prévios submetidos à audiência pela Aneel consistem em uma proposta de redução de -3,09% na conta dos consumidores residenciais (B1) da Cemar. Para as indústrias, a proposta é de um aumento médio de 0,10%. Os índices finais somente serão conhecidos em agosto, quando o assunto será deliberado pela Diretoria da Agência em Reunião Pública Ordinária. A revisão das tarifas será aplicada a partir de 28 de agosto. A Cemar atende 1,8 mi de consumidores em 217 municípios maranhenses. (Jornal da Energia – 20.06.2013)
9 Aprovado reajuste tarifário da cooperativa Certel
Os consumidores da Cooperativa Regional de Eletrificação Teutônia (Certel) terão as tarifas de energia elétrica reajustadas a partir do dia 26 de junho. O reajuste foi aprovado nesta semana, durante reunião pública da Aneel. A Cooperativa atende 53 mil unidades consumidoras localizadas em 47 municípios no estado do Rio Grande do Sul. O efeito médio a ser percebido pelos consumidores cativos da cooperativa será de 3,19%. (Jornal da Energia – 20.06.2013)
10 Taesa é autorizada a incorporar ATE II e III
A Aneel autorizou a Taesa a promover reestruturação societária, com a incorporação em 120 dias das subsidiárias ATE II e ATE III Transmissora de Energia S.A. A operação envolve a transferência para a controladora das concessões das duas transmissoras, o que deverá ser feito por meio da assinatura de termo aditivo ao contrato. (Agência CanalEnergia – 20.06.2013)
11 Região Metropolitana de Curitiba ganha subestação de R$ 106 milhões
A Copel começou a construir uma nova subestação transformadora de energia em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A Subestação Curitiba Leste vai operar em extra-alta-tensão, de 525 mil e 230 mil volts. Ela vai reforçar o suprimento de eletricidade na RMC e no litoral paranaense. Serão investidos R$ 106 milhões no empreendimento, que inclui linha de transmissão de 525 mil volts com 29,4 quilômetros de extensão, conectando a nova unidade à subestação Curitiba, da Eletrosul. As obras das linhas aguardam licença ambiental e preveem o seccionamento de duas linhas de 230 mil volts. A Subestação Curitiba Leste vai aumentar a disponibilidade de energia na RMC e municípios do litoral, que vêm crescendo em ritmo acelerado. A entrada em operação do conjunto está prevista para maio de 2014. A obra será realizada pela Marumbi Transmissora de Energia, empresa integrada pela Copel, que possui 80% de participação, e pela Eletrosul, que possui os outros 20%. (Agência CanalEnergia – 20.06.2013)
12 Arranjo com E.ON alivia situação da elétrica MPX
Uma das empresas mais antigas de Eike Batista, a MPX Energia é tida como uma das menos problemáticas do grupo. Os papéis em negociação na bolsa são os que menos preocupam, devido a um pedido de oferta inicial de ações em andamento, no qual o BTG Pactual deu uma garantia firme de colocação na operação que soma R$ 1,2 bi. O BTG fixa o valor de R$ 10 da ação de MPX na oferta, independentemente da cotação atual da companhia, que hoje está abaixo disso, principalmente devido a influências das ações das outras empresas do grupo. Para não ter a sua participação diluída, a alemã E.ON garantirá R$ 366,7 mi na oferta se os papéis saírem a pelo menos R$ 10, comprando 69,4% dos papéis da oferta inicial, sem considerar lotes suplementar e adicional, que geralmente são necessários quando há excesso de demanda. Inicialmente serão emitidas 120 milhões de novas ações, que pode ser acrescida de lotes extras. (Valor Econômico – 21.06.2013)
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