Operador apresentou simulações durante reunião do CNPE, que aconteceu nesta terça-feira, 25
Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção
25/06/2013
O despacho térmico pleno, como vem sendo praticado atualmente, deverá continuar nesse ano para que o nível meta de 47% de armazenamento em novembro seja atingido no Sudeste/Centro-Oeste, segundo apresentação realizada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico em reunião do Conselho Nacional de Política Energética, que aconteceu nesta terça-feira, 25 de junho, em Brasília. O despacho térmico pleno leva em consideração todas as térmicas disponíveis, inclusive a óleo combustível. Nesse cenário, o ONS apenas não considerou as usinas Termomanaus, Pau Ferro, Xavantes, Potiguar e Portiguar III, que foram desligadas recentemente.
Na simulação feita pelo operador, na situação esperada, os reservatórios do SE/CO sairiam de uma situação de 62,9% de armazenamento em maio para 50,1% em novembro, com o despacho pleno. No Nordeste, os reservatórios chegariam em 38,1% no cenário esperado, atingindo, portanto, o nível meta de 35%. No entanto, caso permanecessem ligadas apenas as térmicas mais baratas - biomassa, carvão, nuclear e gás - o armazenamento no SE/CO chegaria a 42,5% no cenário esperado, abaixo do nível meta, e no Nordeste os reservatórios chegariam em 35,3%, quase igual a nível meta.
Para o ONS, a estratégia é acompanhar a evolução hidrológica visando a possibilidade de paralisação adicional de térmicas. O operador atenta ainda para a necessidade de se alterar o perfil da matriz energética com a contratação de expansão termelétrica para garantir o atendimento de energia e ponta. Isso porque, os novos projetos hidrelétricos não possuem reservatórios, além de haver uma dificuldade crescente de licenciamento ambiental de novos projetos hidrelétricos, localizados na região da Amazônia.
Quanto ao risco de déficit, o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, mostrou projeções em que se observa que no período 2013-2017, os valores são inferiores a 5%, estando de acordo com o critério de segurança estabelecido pelo CNPE. O maior risco de déficit, de 4,2%, está em 2017 na região SE/CO. No entanto, quando se projeta um corte de carga maior que 1%, o risco de déficit naquele ano cai para 3,7%.
Entre as recomendações dadas pelo operador está o aumento da reserva de geração do SIN através de novas usinas térmicas, em leilões ainda em 2013, em especial na região Sul. Além disso, o ONS recomenda a avaliação de novas ampliações ou reforços nas interligações Sudeste/Centro-Oeste e Sul com o Norte e Nordeste e na exportação do Nordeste.
Ainda durante a reunião, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, relatou as ações realizadas em cumprimento à Resolução CNPE 03/2013, que estabeleceu diretrizes para a internalização de mecanismos de aversão a risco nos programas computacionais para estudos energéticos e formação de preço do setor elétrico. Ele disse ainda que a Comissão Permanente para Análise de Metodologias e Programas Computacionais do Setor Elétrico - CPAMP - desenvolveu e implementou a metodologia cujos testes de validação ocorrerão até 31 de julho de 2013.
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