Para o diretor-geral da Aneel, a situação atual torna o preço do curto prazo mais atrativo
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios e Empresas
25/06/2013
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Romeu Rufino, afirmou nesta terça-feira, 25 de junho, que o resultado do leilão de energia existente A era "mais ou menos previsível", pelo preço elevado da energia no mercado de curto prazo. "Como é um contrato para o curto prazo, a empresa que tem um nível de sobra de energia prefere vender no mercado livre, ou liquidar no mercado de diferenças", explicou Rufino.
O certame realizado na segunda-feira, 24, encerrou sem registrar nenhuma negociação de compra de energia, pela ausência de vendedores. Para o diretor da Aneel, isso não foi propriamente uma novidade, porque o preço-teto de R$ 171,80 por MWh estava abaixo do preço da energia no mercado curto prazo.
Com contrato de suprimento de um ano, o leilão emergencial era destinado a recompor cerca de 2 mil MW médios, descontratados em dezembro do ano passado. Rufino admitiu que o resultado mantém as distribuidoras expostas ao Preço de Liquidação das Diferenças, mas lembrou que essa exposição involuntária será coberta pela Conta de Desenvolvimento Energético.
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