Autor(es): ANTONIO TEMÓTEO
Correio Braziliense - 26/06/2013
O deficit da Previdência Social chegou a R$ 23,850 bilhões de janeiro a maio deste ano, conforme relatório divulgado ontem pelo Tesouro Nacional. Esse prejuízo é 34% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando as contas da seguridade fecharam negativas em R$ 17,802 bilhões. Somente em maio passado, o regime geral ficou no vermelho em R$ 3,001 bilhões, uma redução de 51,4% em relação a abril.
Felipe Salto, especialista em finanças públicas da Tendências Consultoria, avaliou que esse resultado é fruto de uma política de desonerações fiscais ineficiente, que pretendia alavancar a economia com a redução de custos trabalhistas para as empresas. Ele detalhou que a decisão do governo de zerar a alíquota de 20% sobre a folha de salários para que as companhias paguem entre 1% e 2% sobre o faturamento bruto gerou um descompasso no fluxo de caixa da Previdência Social.
Outro fator que também contribui para aumentar o prejuízo é a desaceleração do mercado de trabalho. Com a diminuição do ritmo de criação de empregos, menos pessoas contribuem com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “O governo fez uma renúncia de R$ 5,3 bilhões de janeiro a maio, enquanto no mesmo período d2 2012 abriu mão de
R$ 846 milhões”, analisou Salto.
Apine: insegurança e incerteza para o investidor
A polêmica gira em torno do Reidi traz insegurança e incerteza para o investidor, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), Luiz Fernando Vianna. Além da indefinição sobre os projetos existentes, segundo ele, essa situação complica o desenho de ofertas nos próximos leilões de geração e de energia. "Qual é o preço que você considera, a partir de agora, para colocar um projeto nos leilões?", questiona o executivo. "A tarifa é uma com o Reidi e outra sem os descontos tributários que ele dá. Os agentes acabam ficando sem parâmetros." (Valor Econômico – 26.06.2013)
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