O plano de ação climática anunciado ontem pelo presidente dos EUA prevê ampliar as instalações de energia renovável e melhorar a eficiência no consumo, mas não diz como lidar com os projetos de energia que mais geram controvérsia entre ambientalistas: o oleoduto Keystone-XL e a extração de gás de xisto.Em discurso no qual disse querer conduzir as negociações globais para cortes de emissão de CO2 "liderando pelo exemplo", Barack Obama prometeu liberar terras para expandir projetos de energia solar e eólica e disse que vai impor limites de emissão para usinas termelétricas a carvão antigas (em 2011, usinas novas já haviam sido submetidas a restrições).Ambientalistas que cobravam o veto à extensão do oleoduto Keystone-XL --para ligar o Canadá ao Texas e transportar petróleo de areias betuminosas, combustível fóssil cuja produção emite muito CO2--, porém, não ouviram nem sim nem não.O plano de Obama também destaca o uso de gás natural como um combustível fóssil alternativo mais limpo que o país está produzindo mais. (Folha de São Paulo – 26.06.2013)
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