Cerca de 30% (2.140 MW) da energia dos 68 projetos inscritos para o leilão de energia em agosto será de quatro projetos de usinas térmicas a carvão. O insumo havia sido banido dos leilões da EPE desde 2008, pelo seu teor poluente, mas voltou devido ao alto preço do gás natural (Folha de S.Paulo, 11/7/13)
Críticas por parte de analistas e até mesmo conselheiros do governo
A emissão de dívida para possibilitar o pagamento de dividendos de estatais à União é alvo de críticas por parte de analistas e até mesmo conselheiros do governo. A chamada "contabilidade criativa", ou "alquimia fiscal", permite transformar dívida financeira em receita primária da União. O governo se defende das críticas, dizendo que o pagamento de dividendos é algo natural e que todas as operações sempre estão dentro da legalidade. O Tesouro Nacional recolheu R$ 3,594 bilhões em dividendos até o dia 28 de junho, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Até então, os recursos da Eletrobras não tinham entrado nessa conta. Procurada, a Eletrobras não informou o custo da operação nem a destinação dos recursos - quanto foi para dividendos e quanto para os investimentos em SPEs. A estatal também não disse se fez a cotação da operação com outras instituições financeiras e qual era sua situação de caixa no fim do mês de junho (algo que será conhecido com a divulgação do balanço trimestral). Por meio de sua assessoria, a Eletrobras afirmou apenas que "qualquer informação pertinente ao mercado sobre essa operação financeira será comunicada oportunamente por meio dos canais específicos". Procurado, o Tesouro Nacional disse que as informações cabem à Eletrobras. O BNDES informou que "a finalidade da operação foi para capital de giro da Eletrobras". Ainda de acordo com as informações obtidas, o prazo de carência do empréstimo será de um ano, com pagamentos em oito parcelas semestrais, sendo as quatro primeiras de 10% do valor principal, e as quatro últimas de 15% do montante. (Valor Econômico – 10.07.2013)
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