Para ex-diretor da Aneel, qualidade do serviço deve balizar processo de renovação das concessões das distribuidorasPor Wagner Freire, de São Paulo (SP)Renovar concessões de empresas ineficientes seria o mesmo que condenar o consumidor à “prisão perpétua”, pois ele terá que conviver por mais 30 anos com a falta de qualidade na prestação do serviço de distribuição de energia elétrica. Essa é a opinião do ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Julião Coelho sobre o critério que deve balizar o governo no processo de renovação das distribuidoras brasileiras.Para Coelho, que participou nesta terça-feira (6/8) do 14º Encontro de Energia da Fiesp, em São Paulo, considerar essa premissa na renovação das concessões das distribuidoras é positivo também no longo prazo, pois serve como incentivo permanente para que a distribuidora invista em melhorias na rede, uma vez que a empresa saberá que isso pode garantir uma nova renovação de contratos por mais 30 anos."Essa sinalização baseada na qualidade serve como estímulo para que a distribuidora continue investindo mesmo com a proximidade do fim da concessão", completou Coelho, que deixou a Aneel no final de julho. Ele mudará para os Estados Unidos para estudar.Segundo Julião, se o governo decidisse renovar as concessões hoje com base no critério da qualidade, muitas concessões teriam que ser relicitadas.Dentre os critérios considerados para avaliar a qualidade da prestação do serviço feito pela distribuidora, estão os indicadores acompanhados pela Aneel (DEC, FEC, DIC, FIC, etc), mas também a saúde econômica e financeira das empresas.De acordo com Nelson Fonseca Leite, presidente da Abradee, das 63 distribuidoras brasileiras, 37 estão com os contratos de concessão vencendo em 2015. (jornal da energia)
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