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14/08/2013
Governo avalia reajuste de preços pedido pela Petrobras

O Globo - 14/08/2013  

Preocupação é com impacto de alta de combustíveis sobre inflaçãoBRASÍLIAO ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que o governo está avaliando o pedido da Petrobras sobre o reajuste de preços de combustíveis. Isso, porém, segundo ele, não significa que a reivindicação da estatal será atendida pelo seu controlador.- A Petrobras está permanentemente pedindo aumento de seus preços, até porque estão defasados há muitos anos, mas isso não significa que se vá acatar (sic) o pedido - afirmou Lobão.Ele informou que vários órgãos estão envolvidos na avaliação do pleito, entre eles o Ministério da Fazenda. O ministro Guido Mantega é também presidente do Conselho de Administração da petroleira.Além da flutuação do preço internacional do petróleo, a alta do dólar causou a defasagem de preços da Petrobras em relação aos praticados no mercado externo. Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre, o diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que, sem um reajuste e com o patamar atual do câmbio, a estatal poderia ser obrigada a elevar seu endividamento.- Vamos examinar pelo (lado do) Ministério da Fazenda, pelo Conselho e pelo Ministério de Minas e Energia - disse Lobão. - Não estamos dizendo que vamos atender à reivindicação da Petrobras, estamos examinando.Projeções do CopomUma preocupação do governo é com o impacto de eventuais aumentos de preços de combustíveis nos índices inflacionários. O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, em sua última reunião, nos dias 9 e 10 de julho, considerou um reajuste acumulado do preço da gasolina de 5% este ano nos cálculos que faz para definir os juros básicos da economia. A nova reunião do Copom está marcada para os dias 26 e 27 deste mês, quando fará a nova projeção de reajuste de preços do combustível.No final de janeiro, a Petrobras reajustou o preço da gasolina em 6,6% e o do diesel em 5,4%. O reajuste dos combustíveis foi, de certa forma, compensado nos índices de preços, porque houve, no mesmo mês, a redução em torno de 20% das tarifas de energia.Em junho do ano passado, para escapar da pressão inflacionária, o governo autorizou o aumento de combustíveis nas refinarias - 7,83% para a gasolina e 3,94% para o diesel - mas deu uma compensação - isentou a comercialização dos combustíveis da cobrança da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide). Na prática, isto significou que os combustíveis não tiveram aumento na bomba.O governo vem usando a Cide principalmente como instrumento de política econômica, para equilibrar os preços dos combustíveis no mercado interno e as receitas da Petrobras. Mas, pela lei, ela deveria ser usada para financiar programas de infraestrutura de transportes - principalmente construção e manutenção de rodovias no país - projetos ambientais da indústria de petróleo e subsidiar os preços de transporte de combustíveis.

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