Notícias do setor
15/08/2013
Cemig quer agrupar ativos por segmento em suas subsidiárias

Empresa espera bons resultados da entrada no controle da Renova Energia

Por Natália Bezutti

A Cemig quer agrupar seus ativos no setor elétrico por segmento, de forma que cada um seja sustentável e autônomo, tanto em geração de caixa, como no levantamento de recursos junto ao mercado. A estratégia, inclusive, já foi adotada para a subsidiária de transmissão Taesa, e agora ganha corpo junto à Renova Energia, para energias renováveis, com a perspectiva da entrada da Cemig em seu bloco de controle acionário.“Nossa estratégia é reforçar os veículos e, através deles, captar todas as sinergias de forma a maximizar o retorno dos investimentos feitos nas empresas e também para que elas cresçam de forma autônoma. A Taesa fez aquisições, a Light também, e a Renova também entrará nesse processo de crescimento”, explicou Luiz Fernando Rolla, diretor de Finanças e Relações com Investidores da Cemig.O executivo acredita que a entrada na Renova - por meio de um aumento de capital de cerca de R$1,4 bilhão - deverá se concluir no curto prazo. Além disso, a Cemig adquiriu 49% dos ativos da Brasil PCH que eram detidos pela Petrobras, e espera chegar a 100%, dependendo apenas do retorno do outro acionista, que também poderá agregar mais ativos à companhia mineira. As ações serão repassadas à Renova (59%), por meio da SPE Chipley.As operações ainda dependem da anuência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). E também está atrelada à totalidade, ou não, dos ativos da Brasil PCH, que detém 13 empreendimentos. Segundo o presidente da Cemig, Djalma Bastos, o controle da empresa será dividido em um terço para cada membro - Light, Cemig e RR Participações.Ainda sobre a entrada na Renova, Luiz Fernando Rolla, declarou que tem uma expectativa bastante positiva, além da confiança na gestão e capacidade técnica da empresa. “O grupo de controle tem uma parceria bastante uniforme, no mínimo alinhada na visão de longo prazo e com a entrada da Cemig, a Renova está reforçando sua capacidade de execução não só em projetos de de parques eólicos, mas também de adicionar capacidade de geração hidráulica através de pequenas centrais hidrelétricas, dando robustez na geração de caixa para assegurar o crescimento ao longo dos anos”.O processo de negociação para a capitalização da empresa ainda não foi definido, mas segundo a Cemig, será por meio de estruturas de financiamento com a maximização do retorno do investimento. “Assim que obtivermos retorno do sócio da Petrobras no empreendimento poderemos anunciar qual será a estrutura adequada para essa transação”, concluiu o diretor de finanças.

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