Um plano de demissão voluntária tirou mais de R$ 900 mi do balanço da Chesf no segundo trimestre e levou a companhia a um prejuízo de R$ 405,7 mi no período. Entre abril e junho do ano passado, a companhia, controlada pela Eletrobras, tinha registrado ganhos de R$ 578 mi. As receitas caíram 30% no período, para R$ 1,04 bi, refletindo principalmente a queda nas tarifas de transmissão e geração determinadas pelo governo federal no passado. Os custos foram na direção oposta, e subiram 17%, levando a margem bruta a um tombo de 26,9%, para 32,7%. A maior pressão veio das despesas operacionais, que saltaram de R$ 214 mi no segundo trimestre de 2012 para R$ 991,9 mi no mesmo intervalo deste ano. A pressão veio do plano de demissão voluntária aprovado pela Chesf. De acordo com as regras contábeis, a empresa precisa provisionar todos os recursos necessários para pagamento de salários e indenizações. Reversões de impostos deram alívio à última linha do balanço. Entre abril e junho, a empresa faturou R$ 244,1 mi com Imposto de Renda diferido. (Valor Online – 15.08.2013)
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