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19/08/2013
Copel volta a se interessar por distribuidoras da Rede Energia

Mudança no processo faz empresa rever desistência da compra das concessionárias CFLO e Enersul. Interesse no leilão da usina de Sinop também continuaPedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas 16/08/2013 Apesar da saída do consórcio que havia formado com a Energisa para a aquisição das distribuidoras da Rede Energia, a reviravolta que o caso tomou fez continuar o interesse da Copel (PR) na aquisição da Enersul (MS) e da Força e Luz do Oeste (PR). Em teleconferência realizada nesta sexta-feira, 16 de agosto, o diretor de Relações com Investidores da empresa, Luiz Eduardo Sebastiani, revelou que com o êxito da Energisa, o interesse nos ativos pode voltar.De acordo com ele, o tempo exíguo para apresentação de proposta motivou a desistência da empresa. "Dado o outro cenário mais aberto, o nosso foco pode se dirigir a esses ativos", afirma. A Energisa ainda depende que a justiça aprove a sua proposta de aquisição -  que suplantou a da CPFL/Equatorial - para que o processo siga na Agência Nacional de Energia Elétrica. Oito distribuidoras da Rede Energia estão sob intervenção da Aneel desde agosto do ano passado.Lembrando que a empresa adota um perfil disciplinado nessa esfera, em caso de êxito na aquisição das distribuidoras, o executivo não descarta a adoção de uma estrutura societária diferenciada, a exemplo do que faz a Cemig.  Segundo ele, a ideia quando a empresa formalizou a proposta com a Energisa era de ter um sócio privado que pudesse estabelecer uma espécie de gestão compartilhada. Porem, isso ainda não está definido. Ele planeja uma nova avaliação para atualizar a proposta.Ressaltando que o foco da melhora no desempenho está na Copel-D, Sebastiani quer que o modelo de gestão usado em possíveis aquisições seja o que demonstre o êxito na Copel. "O que alcançarmos aqui é um benchmark importante para poder realizar também em outras distribuidoras que por ventura viermos a assumir, é nossa preocupação", aponta.Nos leilões de energia desse ano, a empresa pretende disputar a hidrelétrica de Sinop (MT- 400 MW), desde que a usina se mostre rentável. Em julho, a Copel adquiriu sete parque eólicos no Rio Grande do Norte, que juntos somam 183,6 MW, além de 30% de participação na usina de Baixo Iguaçu (PR- 350 MW).

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