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20/08/2013
Cesp: PDV poderá reduzir custos gerenciáveis em um terço

Empresa encerrará processo dentro de 4 dias e se houver 100% de adesão a economia seria de R$ 70 milhões ao ano

Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Recursos Humanos 19/08/2013 

O processo de demissão voluntária na Cesp acabará daqui a quatro dias e a meta da empresa é de ter a adesão de até 400 empregados que já estão em momento de aposentadoria. Se esse número de empregados aderir ao programa que se encerra na próxima quinta-feira, 22 de agosto, a Cesp estima que o valor das indenizações somará R$ 50 milhões e a economia alcançará R$ 70 milhões ao ano, valor considerado importante para a nova fase que a empresa vive com a iminência do final das concessões de 75% de sua capacidade instalada.O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Almir Martins, disse nesta segunda-feira, 19, em teleconferência sobre os resultados da Cesp no segundo trimestre que a empresa vai esperar o final do prazo de 30 dias para divulgar o número de empregados na situação de aposentadoria que aderiram ao plano."Caso os 400 empregados aderirem ao PDV reduziremos os gastos gerenciáveis em cerca de um terço", afirmou o executivo. "E ainda, teremos a redução de custos com as usinas que ficarão após 2015, além da reestruturação da empresa para a nova Cesp", acrescentou ele.Essa nova fase a que se refere o executivo contempla uma empresa de porte menor, segundo seus cálculos, 35% do atual tamanho da empresa, onde a receita de geração deverá ser de R$ 1,4 bilhão e a geração de caixa de R$ 800 milhões. "Seremos uma empresa menor, mas ao mesmo tempo continuaremos uma companhia equilibrada e administrada dentro dos limites. Seremos rentáveis, mas muito menor do que somos hoje", admitiu Martins.Como reflexo dessa perspectiva, a Cesp já projeta um Capex de R$ 20 milhões para o pós-2015 ante os atuais R$ 70 milhões. Esse valor seria suficiente paras as três usinas que ficariam no portfolio da companhia, a UHE Porto Primavera (SP - 1.540 MW), a UHE Jaguari (SP - 27,6 MW) e a UHE Paraibuna (SP - 85 MW). Martins disse que por enquanto essa deverá ser a estrutura da Cesp e sobre a qual a companhia deverá trabalhar o seu plano de reestruturação, pois não há sinalização de mudança no foco de atuação da empresa, alteração que depende do controlador da geradora, o governo do Estado de São Paulo.

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