Foco é reduzir custos e aumentar a eficiência da Copel-D
Por Wagner Freire
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) descartou a possibilidade de voltar a estudar os ativos da Rede Energia. Segundo o diretor Finanças, Relações com Investidores e de Controle de Participações, Luiz Eduardo Sebastiani, na época em que se juntou com a Energisa, o objetivo principal era fazer uma análise aprofundada em dois ativos em específico a Enersul (MS) e a CFLO. No entanto, a aquisição dos ativos já está fora dos planos da companhia.De acordo com o diretor, o foco sempre foi na Copel Distribuidora. "O nosso foco seria em tese a Enersul (MS) e uma distribuidora pequena, a CFLO, em Guarapuava, mas em tese, pois os nossos esforços estão dirigidos na Copel Distribuição", disse, ao conversar com jornalistas nesta quinta-feira (22/8), após Apimec com investidores em São Paulo.Sebastiani explicou que a notícia afirmando que a Copel continuaria interessa nos ativos do grupo Rede surgiu durante teleconferência para apresentação dos resultados do segundo trimestre. "Foi uma fala colocada em função da pergunta, mas que não tem nenhum sentido prático", disse.O diretor explicou que os esforços da companhia estão concentrados em realizar contenções de custos e melhorias na eficiência financeira da Copel Distribuição. "Não temos nenhuma perspectiva no curto ou no médio prazo apresentar proposta dirigida ao segmento de distribuição".Atualmente, a Rede Energia enfrenta um processo de recuperação judicial, e está negociando a transferência de oito distribuidoras para a Energisa. São elas: Centrais Matogrossenses (Cemat); Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul); Companhia Força e Luz do Oeste (CFLO); Caiuá Distribuição – Caiuá D; Empresa Elétrica Bragantina (EEB); Vale Paranapanema (EDEVP); Companhia Nacional de Energia Elétrica (CNEE); e Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins (Celtins).No próximo dia 31 de agosto terminaria o processo administrativo de intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no entanto, o prazo foi prorrogado para mais dois anos.
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