Estatal quer reduzir a participação do mercado regulado em seu portfolio de contratos apostando nos melhores preços do ambiente livre e mantendo até 7% da assegurada na sazonalização
Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergial, de São Paulo, Mercado Livre 22/08/2013
A Copel deverá manter até 7% de sua energia assegurada de 2014 descontratada para fins de sazonalização. A estratégia da companhia é de priorizar o mercado livre e, eventualmente, deixar esse volume exposto ao mercado de curto prazo. Nesse ano o nível de sazonalização ficou em 9%, inteiramente alocado em janeiro e que rendeu uma receita adicional de cerca de R$ 380 milhões no primeiro trimestre."Esse ano estamos totalmente contratados porque a parcela de energia sazonalizada ficou concentrada em janeiro, quando estimávamos que o PLD estaria mais alto, e acertamos", comemorou Solange Gomide, superintendente de Mercado de Capitais da Copel.A projeção da empresa aponta que esse volume de descontratação aumentará progressivamente até 2017, ano em que apresentará, segundo números da empresa referentes ao segundo trimestre, 49% de descontratação. Contudo, a estatal não deverá chegar àquele ano com toda essa energia sem acordos de comercialização. Isso porque a meta da Copel é colocar vender o maior volume possível de sua geração no mercado livre, que apresenta melhores preços ao invés de vendê-la nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica para distribuidoras."A ideia da companhia é de vender cada vez mais energia no mercado livre, quanto mais conseguirmos fidelizar clientes no ACL melhor. Se não alocarmos no ambiente livre, aí participaremos dos leilões da Aneel, mas a prioridade é o livre", afirmou a executiva após a reunião com analistas de mercado e investidores promovida pela Apimec-SP.O diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Copel, Luiz Eduardo Sebastiani se mostra confiante diante do cenário atual que aponta para a atual descontratação de metade da energia assegurada da estatal. Ele justifica que essa visão vem do fato de que a empresa pode conseguir melhores preços ao comercializar o produto quando estiver mais próximo da entrega. O preço médio atual do portfolio de contratos da Copel está em R$ 132 por MWh.Para o ano que vem a empresa está com 18% da energia assegurada descontratada, em 2015 esse volume se eleva para 23%, em 2016 sobe para 31% - primeiro ano em que essa parcela de ultrapassa o volume de energia vendida para o mercado regulado - até chegar aos 49% disponível em 2017, ante 11% para o mercado regulado e 40% ao mercado livre.A Copel ainda tem o projeto de entrar na disputa pela relicitação da UHE Governador Pedro V.Parigot de Souza (PR/SP - 260 MW) após o final da concessão do ativo. A opção pela não renovação foi tomada pela perspectiva de que mantendo a usina, classificada por ele como o orgulho da engenharia do Paraná, até 2015 a remuneração seria mais elevada do que a obtida com a antecipação da renovação do contrato. Além disso, afirmou que a Copel é quem melhor conhece a operação dessa central de geração, energia que seria alocada ao mercado regulado, como estabelece a lei 12.783.
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