Chesf vendeu energia de 25 parques, enquanto Furnas emplacou 13 parques no Nordeste
Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas 23/08/2013
O grupo Eletrobras foi o maior vencedor do Leilão de Reserva, que aconteceu nesta sexta-feira, 23 de agosto. Dos 66 parques que venderam energia no certame, 38 tinham participação de Furnas ou da Chesf. Os parques eólicos com participação da Chesf representam 27% do total de energia vendida no certame, de 1,5 GW, enquanto os de Furnas representam 16,6%. A participação das empresas em todos os consórcios era de 49%.Furnas se aliou ao FIP Caixa Milão e conseguiu emplacar 13 parques, divididos em dois complexos: o Punaú, formado por sete centrais geradoras a serem construídas nos municípios de Rio do Fogo e Pureza, no Rio Grande do Norte (Cervantes I e II, Punaú I, Carnaúba I, II, III e V); e Baleia, com seis parques em Itapioca, no Ceará (Bom Jesus, Cachoeira, Pitimbu, São Caetano, São Caetano I e São Galvão).Já a Chesf vendeu energia de três parques na Bahia em parceria com a Brennand Energia - Baraúnas I, Mussambê e Morro Branco -, localizados no município de Sento Sé. A estatal ainda firmou parceria com a Sequóia Capital e a Casa Forte Investimentos para a construção de oito parques no município de Pindaí, também na Bahia. Com o Salus FIP e Contour Global, a Chesf vendeu energia de sete empreendimentos no Piauí."O resultado desse leilão mostra que a Eletrobras não está parada, que ela tem algumas vantagens competitivas que ela conseguiu explorar nesse certame", comentou Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico. Além das estatais, a Enerfin vendeu energia de quatro parques no Rio Grande do Sul e a Casa dos Ventos vendeu energia de sete parques - Ventos de Santa Brigida I, II, III, IV, V, VI e VII -, em Pernambuco.De acordo com o secretário executivo de Energia de Pernambuco, Eduardo Azevedo, o sucesso no certame ratifica o trabalho que vem sendo feito no estado. "A partir desse trabalho, conseguimos mostrar que os ventos de Garanhuns são bons". O secretário também ressaltou que dessa vez os projetos do estado não foram preteridos em função de projetos na Bahia e outros estados do Nordeste.Na Bahia ainda entraram nove projetos da Renova; três projetos da CEA Energia, pertencente a CER, antiga EPP Energia Participações; dois parques do Consórcio Energia Caetité, da Rio Energy; além de três projetos da Enel Green Power. "Isso mostra mais uma vez que a estratégia que foi desenvolvida pelo governo do Estado é uma estratégia que mostra resultados positivos. Nós elegemos a eólica como prioridade do desenvolvimento estadual. Colocamos uma equipe estruturada a disposição das empresas para que elas pudessem obter as licenças, a regularização fundiária no tempo adequado para participar do certame e elas mostraram que os ventos da Bahia são os melhores do Brasil", declarou Rafael Valverde, superintendente da Indústria e Mineração da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia.Colaborou Pedro Aurélio Teixeira
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