Da redação (jornal da energia)
A GE e a XD Electric anunciaram nesta terça-feira (27/08) uma nova parceria que combina os recursos de automação de redes da GE com o portfólio de equipamentos de alta tensão da XD Electric, para atender à crescente demanda de energia elétrica na América Latina. A parceria prevê uma joint venture para oferecer soluções em diversos países, atendendo demandas localmente.“A parceria com a XD aumentará a atuação da GE em todos os países da América Latina e será de grande importância para reforçar a confiabilidade das redes nos próximos anos”, disse Ricardo van Erven, diretor geral da GE Digital Energy para a América Latina. “Esse acordo é fundamental para nos tornarmos fornecedor líder de soluções para modernização de redes. Ao combinar os pontos fortes da GE e da XD Electric, ofereceremos soluções completas para uma região que cresce e necessita evoluir rapidamente”, finaliza.O Brasil é a maior economia da região e o consumo de eletricidade deve crescer 4,3% de 2011 a 2016, criando a necessidade de 66 GW de nova geração e robustos sistemas de transmissão para o País. Segundo projeções do Plano Decenal de Expansão de Energia 2021, do Ministério de Minas e Energia, cerca de US$ 27 bilhões devem ser investidos entre 2012 e 2021 em um total de 47 mil km de linhas de transmissão de energia no Brasil.A maioria desses investimentos será dedicada ao transporte de energia elétrica proveniente de grandes usinas hidrelétricas da região norte do país para a região Sudeste, onde estão os principais centros de consumo. Além disso, o Brasil sediará a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, exigindo uma sólida rede de transmissão para garantir o suprimento de energia desses eventos globais. Somente para a Copa do Mundo, a FIFA exige investimentos em transmissão que chegam a US$90 milhões, segundo informações do Plano Decenal.Outro importante aspecto para que a transmissão de energia seja repensada é que, atualmente, 3,5 bilhões de pessoas (50% da população mundial) vive em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Cidade do México, Santiago e Lima. Até 2030, este número terá subido para 5 bilhões, um total de 60% da população mundial, aumento que irá exigir investimento sustentável em infraestrutura e transporte de energia, água e telecomunicações na América Latina.
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