Cálculo é feito pelo presidente da ESBR, que não vê dificuldades na negociação entre governosSueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Operação e Manutenção 30/08/2013 Um acordo entre os governos brasileiro e boliviano para evitar o esvaziamento do reservatório da hidrelétrica de Jirau (RO- 3.750 MW) no período seco pode impedir a perda de 300 MW médios pelo empreendimento durante parte do ano. A estimativa é feita pela Energia Sustentável do Brasil, responsável pela usina.
O diretor-presidente da ESBR, Victor Paranhos, defende a manutenção do reservatório sem o desperdicio de água de junho a setembro. Embora isso signifique alagar território boliviano, Paranhos acredita que basta um acordo entre os países para resolver a questão, com impacto zero. Em sua visão, esse entendimento seria fácil, porque está nos planos dos dois governos a construção de uma usina binacional - a UHE Ribeirão, de 3 mil MW - que ficaria localizada em trecho do rio Madeira acima de Jirau.
A negociação bilateral em torno da operação da usina foi recomendada pela Agência Nacional de Energia Elétrica ao Ministério de Minas e Energia, no processo em que a agência reguladora aprovou a ampliação da cota da hidrelétrica de Santo Antônio de 70,5 metros para 71,3 metros. A decisão condicionava a mudança no projeto da usina à cessão a Jirau de 21,3 MW médios de energia firme, equivalente a 24,3 MW médios de garantia física. Um eventual acordo eliminaria a necessidade dessa compensação.
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