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05/09/2013
BID estuda produtos para mitigar risco dos ventos

Três modelos estão sendo estruturados em parceria com seguradorasPor Natália Bezutti, do Rio de Janeiro (RJ)O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está estudando junto a três seguradoras, novos produtos que deverão mitigar os riscos da geração eólica. O banco ainda não participa de projetos eólicos no País, mas já tem pouco mais de 20%, do montante de US$1 bilhão destinado à energia na América Latina, abrangidos apenas pela fonte.Segundo Leandro Alves, chefe da divisão de energia do BID, três modelos estão sendo estruturados, baseados em: um pagamento para prevenir a geração abaixo do previsto; um modelo em que quando há geração a mais a geradora recebe por isso, e quando está abaixo ela paga; e uma reserva financeira para ventos abaixo, semelhante ao que ocorre no MRE hidráulico.“Esse modelo já foi discutido na Europa, mas acabou não dando certo, pois encareceu demais para o mercado financeiro. No Brasil ainda não era preciso porque a porção de projetos eólicos estava muito baixa, mas agora, para crescer e abrir para o mercado financeiro de grandes players precisa dessa abertura”, explicou.De acordo com o executivo, o modelo utilizado pelo Brasil, por meio do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o correto, e por isso tem proporcionado o alto nível de desenvolvimento. Entretanto, não dá margem para que outros agentes – como bancos e financiadores – entre no pacote. Nem mesmo ao BID, que apresente condições melhores.Alves também revelou que há mais espaço para crescimento dos montantes destinados à energia dentro da parcela do BID para câmbio climático, que engloba todos os segmentos de projetos renováveis. O banco tem US$ 3 bilhões ao ano para o segmento, dos quais, utiliza apenas um terço para energias renováveis.Assim, outros US$ 50 milhões são aplicados em fundos não reembolsáveis para pesquisas, medições de vento e sol, mapeamentos de hidrologia, eficiência energética, entre outros.Alves também revelou que a fonte eólica tem apresentado um crescimento constante no banco, perdendo somente para a fonte hidrelétrica no segmento de geração. Contudo, o maior volume de financiamentos é destinado aos setores de transmissão e distribuição de energia.“O Brasil tem 1% de eólica em sua matriz. Acho que ainda temos muito o que fazer, não em desenvolvimento, mas na gestão”, apontou o executivo.

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