Notícias do setor
06/09/2013
Firjan: tarifa pode variar de 10% a 15% de um mês para o outro

A indústria terá que repensar sua estrutura de gastos com energia elétrica a partir de janeiro, quando entra em prática o novo sistema de tarifação proposto pela Aneel. A medida foi uma solução do governo para tirar dos ombros das distribuidoras o ônus das incertezas climáticas e passá-lo para o mercado cativo. A decisão levou em conta mudanças na matriz elétrica nacional, que tem necessitado da geração de mais usinas térmicas - mais caras que as hidrelétricas - para atender à demanda, também crescente. A partir de janeiro, passará a vigorar o sistema de bandeiras tarifárias, onde cada distribuidora terá uma tarifa-base, que sofrerá acréscimos em função da necessidade de complementação térmica. O novo modelo de precificação, segundo especialistas, exigirá um enorme esforço de gestão por parte dos consumidores, principalmente industriais e comerciais, pois a tarifa pode variar de 10% a 15% de um mês para o outro, conforme estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), obtido com exclusividade pelo Valor. "A adoção do sistema de bandeiras tarifárias provocará oscilações mensais da tarifa de energia para a indústria, o que poderá impactar os custos e levar à necessidade de adaptação de planejamento financeiro e operacional", diz o documento. (Valor Econômico – 05.09.2013) 

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