Notícias do setor
10/09/2013
Tesouro deixa de bancar térmicas com entrada em vigor de novo preço

Com a adoção neste mês do novo PLD, a energia elétrica ficou cerca de 65% mais cara no mercado de curto prazo, saltando de R$ 157,30 por MWh no fim de agosto para R$ 258,13 por MWh na primeira semana de setembro (na região Sudeste). Na sexta-feira, a CCEE elevou ainda mais o PLD, que foi fixado em R$ 270, 23 por MWh para a segunda semana de setembro. O aumento não será sentido pelos consumidores residenciais, mas pelas empresas que estiverem com posições descobertas ("short") na CCEE. Isso ocorre quando os agentes contratam um volume inferior ao consumo e precisam comprar energia no mercado de curto prazo (spot) para zerar suas posições na câmara. Para o governo federal, a entrada em vigor no novo PLD representará uma economia de bilhões de reais neste segundo semestre. Isso porque o Tesouro vinha bancando os custos com as térmicas, para evitar um aumento na conta de luz. Somente em junho, a conta com o ESS, no qual são computadas as despesas com geração de energia para segurança energética, totalizou R$ 755 milhões, acumulando em 12 meses R$ 6,7 bilhões. Mas, a partir deste mês, o ESS deve ficar perto de zero. Com a entrada em vigor do novo PLD, as térmicas saíram do ESS e foram incorporadas aos preços. (Valor Econômico – 09.09.2013) 

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