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11/09/2013
IGP-M sobe para 1,02% na prévia de setembro

Autor(es): Antônio Pita O Estado de S. Paulo - 11/09/2013A prévia do índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), divulgada ontem pela Fundação Getuiio Vargas (FGV), surpreendeu o mercado ao indicar uma aceleração acima do esperado para setembro: alta de 1,02%, em comparação a 0,13% na prévia de agosto. A aceleração foi puxada pelos preços do minério de ferro e da soja, indicando um impacto maior da inflação sobre o setor intermediário e de matéria-príma. Ataxa ficou acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo serviço AE-Projeções, da Agência Estado, que esperavam de alta de 0,53% a 0,93%.Apesar do resultado, analistas avaliam que a inflação deve manter um ritmo mais brando nos próximos meses, sem ameaças à meta estabelecida pelo governo para o ano, com teto de 6,5%. "A maior alta da inflação, de um modo geral, está concentrada na área de manufatura. Os indicadores mais próximos do consumo estão em desaceleração", diz Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da FGV.Os resultados, segundo o eco-nomista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, "surpreendem, mas não assustam." Em relatório encaminhado a investidores, Perfeito avalia que a inflação vai perder fôlego com a estabilização das taxas de câmbio e a alta da Selic para 9,5%, nos próximos meses."Com o real se apreciando e com a demanda das famílias estacionada, os preços tendem a recuar ainda mais. Soma-se a isto os estoques elevados de bens industrializados. Isto tudo em conjunto fará as preocupações inflacionárias menores nos próximos meses", avalia.Combustíveis. No índice de Preços ao Consumidor (IPG) o item transporte mostrou desaceleração no preço do etanol e da gasolina, em função da safra recorde da cana de açúcar. O etanol é adicionado à gasolina numa proporção de 25%.A redução, segundo Quadros, já dá margem a um aumento dos combustíveis, o que daria mais fôlego à Petrobrás, que sofre pressão da alta do dólar e aumento das importações."Há uma melhora no espaço para o aumento sem que isso perturbe a meta da inflação", afirma Quadros. "Mas esta é uma decisão de governo." O destaque nos preços ao consumidor foi o item Alimentos (-0,22% na prévia de agosto para +0,21% em setembro). As frutas foram as vilãs, com alta de 1,82% ante queda de 3,48% na prévia de agosto. Também houve alta de vestuário, por causa das novas coleções com a muda iça de estações.Minério e soja - A prévia também mostra que a recuperação da economia chinesa já influenciam os preços no Brasil. O minério de ferro, puxado pelas vendas para a China, subiu 2,79%.A inflação da soja, item com maior peso sobre o índice de ; Preços ao Produtor Amplo (IPA) foi expressiva: 9,72%. Para Quadros, a alta reflete a incerteza quanto ao resultado da safra de soja dos EUA, que causa oscilações no preço internacional O IPA subiu 1,42%.No setor de bens intermediários a alta de 1,44% foi provocada pelo item de materiais para manufatura (1,95%), sob forte pressão do câmbio em produtos químicos e siderúrgicos.Riscos nas aplicações dos fundos de pensão estatais O Estado de S. Paulo - 11/09/2013

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