1 Leilão da Três Irmãos deve ficar para 2014, diz EPE O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, afirmou nesta quinta-feira, 12, que o governo federal não irá realizar este ano o leilão da hidrelétrica Três Irmãos, cuja concessão a Cesp optou por não renovar. "Ainda não está definido, mas o leilão provavelmente irá ocorrer em março de 2014", disse o executivo. Inicialmente, a intenção do governo federal era a de licitar a hidrelétrica, que será remunerada com base nos seus custos de operação e manutenção, ainda este mês, o que não irá acontecer. Tolmasquim negou que o atraso esteja relacionado à discussão entre o governo federal e a Cesp sobre o valor a ser pago como indenização pelo ativo - a estatal paulista alega ter direito a receber R$ 3,5 bi, enquanto o governo estima o valor em R$ 1,7 bi. Tolmasquim explicou que, primeiramente, é preciso coletar uma série de dados para montar um show room sobre a usina. Tolmasquim afirmou que o cronograma do leilão de Três Irmãos está sendo discutido com a Aneel e que uma portaria será publicada como resultado dessas discussões. (O Estado de São Paulo- 12.09.2013) 2 Leilão de energia A-5 vai licitar quatro hidrelétricas, informa EPE O leilão de energia A-5, marcado para 13 de dezembro, vai licitar quatro usinas hidrelétricas, das seis previstas, afirmou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. Duas usinas foram retiradas da previsão: Ercilândia (de 87 MW) e Foz do Piquiri (de 93 MW), devido a demora para as licenças ambientais. Continuam na lista São Manoel, que terá uma potência instalada de 700 MW, Cachoeira (de 68 MW), Ribeiro Gonçalves (de 113 MW) e Itaocara (de 145 MW). São Manoel, segundo Tolmasquim, ainda está em processo de licenciamento. Itaocara, cuja concessão foi devolvida recentemente por Light e Cemig, já tem as licenças. Já Cachoeira e Ribeiro Gonçalves têm licenças, mas ainda dependem de renovação de documentos. Tolmasquim afirmou ainda que o leilão da UHE de Três Irmãos, devolvida pela Cesp, pode acontecer em março do ano que vem. O presidente da EPE frisou que a data ainda não está marcada. A primeira previsão para a licitação da usina era setembro. (Valor Online – 12.09.2013) 3 Leilão A-5 pode ter projetos a gás com GNL importado Os projetos térmicos a gás natural podem ganhar um novo impulso nos leilões de energia nova do governo federal. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, revelou que a Petrobras abriu a opção para que outras empresas usem a sua infraestrutura de gás para a importação de gás natural liquefeito (GNL) em contratos de longo prazo. "Essa é uma novidade válida já para o leilão de energia nova A-5 de dezembro", afirmou o executivo. A Petrobras concordou em abrir uma capacidade de 2 milhões a 4 milhões de metros cúbicos por dia no terminal de regaseificação de GNL da Bahia, previsto para ser inaugurado no último trimestre deste ano. Na prática, tal medida resolve um dos principais gargalos para que as elétricas pudessem buscar outros fornecedores de gás além da Petrobras para os seus projetos no Brasil. Com a abertura do uso da infraestrutura, os investidores poderão buscar no mercado internacional outras petrolíferas que atuam no segmento de GNL. Tolmasquim, no entanto, admitiu que ainda não é possível saber se essa possibilidade se mostrará viável e se terá demanda dos investidores. (O Estado de São Paulo- 12.09.2013) 4 Associação pede preço-teto de R$170/MWh para o carvão no A-5 de dezembro A ABCM mantém a esperança de voltar a contribuir com a matriz elétrica brasileira. No entanto, o sucesso das térmicas a carvão passa pela elevação do preço teto da fonte no próximo leilão A-5, marcado para 18 de dezembro. Segundo Fernando Luiz Zancan, presidente da ABCM, o governo precisaria pelo menos oferecer o valor de R$170MWh para o produto térmico. Ele informou que os argumentos estão sendo "formatados" e serão levados ao conhecimento do governo. Os geradores térmicos se apoiam no argumento que a fonte é segura e permite fornecer energia ao "apertar de um botão", independente do clima. No entanto, existe uma pressão ambiental contrária por causa das cinzas emitidas pelas centrais geradoras. Soma-se se a isso o fato de que a premissa política atual visa à modicidade tarifária. E o teto de R$170/MWh pleiteado é 55% superior ao da energia vendida pelas usinas eólicas no último leilão A-5. Apesar de toda adversidade, Zancam comemorou a elevação do CVU, que passou de R$105 para R$110. O fato de a fonte poder participar do leilão também pode ser considerado uma vitória, já que antes nem a participação era prevista. (Jornal da Energia – 12.09.2013)
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