O governo dos EUA foi informado por autoridades japonesas que o país asiático corria o risco de um catastrófico colapso energético, ao preparar-se para fechar o seu último reator atômico em operação, no ano passado. Essa revelação, que consta em documentos liberados para a Bloomberg News pelo Departamento de Energia dos EUA, em resposta a um pedido baseado na lei de liberdade à informação, reverberam hoje, depois que o Japão desligou a sua única usina nuclear operacional, para reparos de rotina. O alerta inicial foi feito na esteira do desastre nuclear de Fukushima em 2011, quando o Japão estava prestes a desligar o último de seus 50 reatores não danificados e ativar usinas de eletricidade alimentadas a gás natural para manter a economia funcionando. Essas usinas dependem de navios transportando GNL através dos oceanos, o que deixa o país vulnerável a interrupções no fornecimento de eletricidade. "Um terço do Japão rapidamente sofreria um apagão", diz uma anotação feita na margem de um documento. Sem energia nuclear, o Japão poderá não ter capacidade geradora suficiente durante o inverno, disse Makoto Yagi, presidente da Federação de Empresas de Energia Elétrica. (Valor Econômico – 18.09.2013)
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