Obra aprovada na semana passada pelos acionistas da usina vai aumentar o investimento em R$ 1,5 bilhãoSueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Investimentos e Finanças 24/09/2013 A Santo Antônio Energia vai usar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para financiar em torno de 65% da obra de ampliação da hidrelétrica de Santo Antônio, calculada em R$ 1,5 bilhão, e bancar o investimento restante com recursos próprios. A decisão de aumentar a cota do reservatório, com a ampliação da capacidade instalada da usina em 418 MW, foi aprovada na semana passada pelos acionistas da empresa, conforme anunciado pela Agência CanalEnergia.
O diretor-presidente da empresa, Eduardo Melo Pinto, destacou em entrevista coletiva nesta terça-feira, 24 de setembro, que a questão da cessão de lastro aos controladores da UHE Jirau continua em aberto, porque provoca desequilibrio econômico-financeiro ao projeto. Ao aprovar esse ano o aumento da cota de Santo Antonio de 70,5 metros para 71,3 metros, a Agência Nacional de Energia Elétrica condicionou a obra à cessão de 24,3 MW médios de garantia fisica como compensação à Energia Sustentável do Brasil, controlada pelo grupo GDF Suez.
O executivo lembrou que a empresa aguarda o julgamento de recurso apresentado à Aneel, e explicou que os acionistas se sentiram com um conforto minimo para aprovar a ampliação da usina. Entrar na Justiça caso a decisão final da agência seja desfavorável é uma opção que não está descartada pelos sócios da Santo Antônio Energia. A empresa tem como parceiros Furnas (39%), Odebrecht Energia (18,6%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%) e Caixa FIP Amazônia Energia (20%).
A obra vai ampliar a capacidade da usina de 3.150 MW para 3.568 MW, que terá 207 MW médios adicionais de garantia física e poderá aumentar a energia passível de contratação de 2.218 MW médios para 2.422 MW médios.
O investimento total passou de R$ 16 bilhões para R$ 17,5 bilhões com o aumento do número de unidades geradoras de 44 para 50, e as ações de compensação socioambiental aumentaram em R$ 300 milhões e chegaram a R$ 2 bilhões no total. Essas ações incluem indenizações e remanejamento de famílias. "Quando o Ibama se manifestou favorável ao projeto, já era em cima desse estudo", disse Eduardo Pinto.
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