Presidente da estatal afirmou que o ano que vem será mais calmo para a companhia que apresentou atrasos nas obras das ICGs na Bahia e Rio Grande do NorteMauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de João Câmara (RN)*, Negócios e Empresas 25/09/2013 O presidente da Chesf, João Bosco de Almeida, afirmou hoje que o problema de conexão que afetou os parques eólicos na Bahia e Rio Grande do Norte deverão ser sanados até maio de 2014. O executivo acredita que no ano que vem a empresa conseguirá conectar todos os parques que ainda dependem das ICGs da companhia, apesar da Aneel considerar o ano de 2015 como o cronograma mais provável."O ano de 2014 será mais calmo para a empresa, pois teremos resolvidos todos os problemas de conexão", afirmou Bosco à Agência CanalEnergia após o evento de inauguração do Complexo Eólico Asa Branca, da Contour Global.Dois pontos são os principais problemas da subsidiária da Eletrobras, o primeiro na Bahia com os parques eólicos da Renova que estão parados desde meados de 2012. O outro está localizado no interior potiguar com as subestações João Câmara II e III. Segundo o executivo, a conexão na Bahia deverá ser terminada ainda este ano. Enquanto isso, a de João Câmara II deverá ser energizada já na próxima semana, conforme disse o presidente da estatal."A subestação João Câmara III está em obras e tem ainda uma linha de transmissão que tem que ser construída até Campina Grande, na Paraíba, que tem 200 quilômetros de extensão. Essa conexão deverá ser concluída até maio de 2014", revelou ele.O atraso sistemático pelo qual passou a Chesf, relatou Bosco, é a somatória de uma série de fatores que passam pelo tempo de 18 meses estabelecidos para a implantação do empreendimento e pelo planejamento, que acaba encontrando dificuldades durante a sua execução por conta de diversos problemas, como por exemplo, o arqueológico. Além disso, lista o executivo, há problemas fundiários que podem até mesmo parar na justiça. Contudo, não se exime da responsabilidade e aponta problemas de gestão de projetos na própria Chesf."Aqui no Rio Grande do Norte teremos apenas cerca de 400 MW que precisam ser conectados à João Câmara III que ficará para maio de 2014, caso não ocorra nenhum fato novo", disse o executivo.Esse posicionamento do executivo confirma a expectativa da ABEEólica revelado em março deste ano, no qual apontava que o país poderia ter 1,3 GW de capacidade instalada sem a conexão este ano. Segundo as estimativas da entidade apenas em 2014 é que o ponto de acesso à rede para os parques negociados em 2010 estariam prontos.* O repórter viajou à convite da Contour Global.
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