É um empreendimento audacioso, que goza de amplo apoio na Alemanha: fechar as usinas nucleares, livrar o país do carvão e promover uma mudança geral para fontes de energia renováveis. Mas o plano, aprovado pela chanceler Angela Merkel e também pelos partidos de oposição, enfrenta problemas em sua execução que obrigam os alemães a suportar custos e complexidades para pôr em prática seus princípios. As famílias alemãs são atingidas por taxas de eletricidade em rápida ascensão, a ponto de que um número crescente não consegue mais pagar a conta. As empresas estão cada vez mais preocupadas que os custos da energia as coloquem em desvantagem com os concorrentes de outros países, enquanto outras começaram a deixar o país. Fazendas eólicas recém-construídas em alto-mar aguardam ser ligadas à rede energética que precisa de expansão. E, apesar de todos custos, as emissões de carbono aumentaram em 2012, pois as usinas a carvão foram acionadas para fechar lacunas no abastecimento. (Folha de São Paulo – 01.10.2013)
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