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04/10/2013
Mesmo com CVaR, despacho térmico deve atingir média de 10GW por mês em 2014, prevê AES Brasil

Cenário é considerado oportuno pela empresa, mas indisponibilidade de gás segura expansão do portfólio de geraçãoPor Maria Domingues, de Bariri (SP) *A nova metodologia de aversão ao risco (CVaR), adotada pelo Governo Federal em agosto, deverá reduzir o despacho térmico em quase 17% no próximo ano. Mesm assim, o patamar permanecerá elevado, com média mensal de 10 GW. A previsão é do presidente da AES Brasil, Britaldo Soares, que conversou com jornalistas durante o AES Tietê Day, realizado na hidrelétrica Bariri (143MW).O patamar deve ser atingido em condições hidrológicas normais, ou seja, em condições mais favoráveis do que o que está sendo verificado ao longo de 2013. A AES Brasil trabalha com estimativa de uma média de despacho 12GW neste ano. 
Soares explica que além da previsão considerar uma hidrologia mais favorável, o CVaR também deverá contribuir para a diminuição desses níveis. "Essa metodologia tem um caráter mais preventivo, já que o despacho térmico para garantir um bom nível dos reservatórios está na composição do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Os despachos fora da ordem de mérito devem ser muito esporádicos", disse. Segundo o presidente, a previsão é, de certa forma, conservadora, pelo fato de 2014 contemplar a realizar da Copa do Mundo e das eleições.
O alto nível de despachos termelétricos é visto pela AES Brasil como uma oportunidade de negócio. A expansão de seu portfólio de geração - que mais do que uma tese de investimentos é uma obrigatoriedade assumida junto ao governo de São Paulo - esbarra, porém, na indisponibilidade de gás.A companhia permanece com seus dois projetos termelétricos, Termo São Paulo (550MW,Canas) e Termo Araraquara (579MW, Araraquara) engavetados há mais de dois anos e sem previsão de saída. "Não vejo nenhum indicativo de mudança para o próximo leilão", disse o executivo, referindo-se ao A-5, que acontece em 13 de dezembro.
O presidente também voltou a defender mudanças na metodologia dos leilões de geração. Para Soares, a comprovação de gás deveria ser feita apenas pelos projetos que forem licitados nos certames. Atualmente, todos os cadastrados devem apresentar essa comprovação do fornecedor. 
Outra crítica feita por Soares foi com relação ao Custo Variável Unitário (CVU), considerado muito baixo, por não refletir a realidade do preço do gás natural no mercado internacional, que é de US$16 por mmbtu (milhões de unidades térmicas britânicas). "Para viabilizar um projeto, o CVU deveria ser de R$140/MWh. Esse nível de R$105/MWh reflete um preço de gás de US$6 por mmbtu.* Maria Domingues viajou a convite da AES Tietê

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