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08/10/2013
ONS e EPE divergem sobre formato dos leilões

Operador defende certames segmentados, mas planejador é contraPor Wagner FreireO operador e o planejador, definitivamente, não falam a mesma língua quando o assunto é leilão. Enquanto um insiste em defender a realização de licitações regionais e por fonte, buscando atender melhor a carga de cada parte do País; o outro é contra."Falar de leilão regional é negar os benefícios do sistema interligado", disse José Carlos de Miranda, diretor de Estudos de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), após participar da Conferência Brazil Energy Frontiers, promovido pelo Instituto Acende Brasil, em São Paulo, na última sexta-feira (04/10)."O custo global pode ser maior", respondeu Hermes Chipp, diretor geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), que entende que o modelo atual desconsidera o custo do "transporte" da energia nas licitações de geração - que atualmente exigem sistemas cada vez maiores e mais robustos para escoar a eletricidade produzida pelas usinas.Chipp alertou para os desafios que o operador terá pela frente com a maior penetração da eólica; a entrada da fonte solar na matriz elétrica; e a entrada em operação de grandes usinas no norte do País. "O operador terá muitos problemas", disse ele, que também participou do evento.O diretor do ONS votou também a defender os certames segmentados: "o leilão por fonte não deve ser abandonado de forma nenhuma".

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