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08/10/2013
MME estuda mudanças no modelo nuclear

Segundo Altino Ventura, agente privado poderia participar da implantação de projetosPedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão 07/10/2013 O Ministério das Minas e Energia estuda mudanças no modelo nuclear brasileiro. A entrada do agente privado na implantação das usinas e a inserção desses empreendimentos nos leilões A-5 estão na pauta do MME. De acordo com Altino Ventura Filho, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do ministério, entre 2030 e 2050, mais empreendimentos deverão entrar em operação, já que o potencial hidrelétrico do país estará esgotado e as térmicas nucleares serão apropriadas para ficar na base do sistema."Entendemos que o programa não seria puramente estatal. Com a experiência que tivemos na SPEs, elas devem ser estendidas paras as usinas nucleares", afirma. Ventura participou nesta segunda-feira, 7 de outubro, do seminário Desafios da Energia no Brasil, realizado pelo Grupo de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Constituição não permite a participação de agentes privados na energia nuclearPara Altino, a entrada da fonte nuclear também se justifica pela grande demanda energética do país. Fontes intermitentes, como a eólica e a solar, não serviriam como carro-chefe do sistema. Até 2030, quatro usinas nucleares de 1.000 MW devem entrar no sistema. Já, a entrada de usinas a carvão dependeria da evolução tecnológica das emissões de carbono. Há um plano elaborado pela Eletronuclear indicando possíveis locais para implantação de novos projetos nucleares. "É uma visão estratégica de longo prazo. A opção nuclear, que é de longo prazo, será reavaliada”.A entrada do agente nuclear privado e do internacional é um pleito antigo de empreendedores. Há a possibilidade que ele atue em conjunto com a Eletronuclear, que já implantou as usinas de Angra 1 e 2 (RJ). Em junho, a russa Rosatom veio ao Brasil e demonstrou interesse em investir no país, mas ainda não divulgou se obteve algum aceno positivo do MME. No mundo, ela atua como sócia e dona de empreendimentos nucleares.Ventura insinuou que essas usinas de capital privado serão abastecidas pelo urânio produzido no Brasil pelas indústrias Nucleares do Brasil, já que elas fariam apenas a parte convencional da usina. A usina de Angra 3, em construção, tem início de operação previsto para maio de 2018.

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