Aproveitamentos hidrelétricos seriam implantados na região da fronteira com a ArgentinaDa redação A Eletrobras realizou um debate na última sexta-feira (04/10) sobre o projeto Garabi-Panambi, dois aproveitamentos hidrelétricos binacionais que estão sendo estudados na região da fronteira com a Argentina. O evento, que ocorreu no município de Santa Rosa, foi promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS) do governo do Rio Grande do Sul.O diretor de Geração da Eletrobras, Valter Luiz Cardeal de Souza, apresentou o status atual dos estudos de engenharia e ambiental para os dois aproveitamentos. “Não tem nenhuma decisão sobre a construção das barragens. Isso vai depender do diálogo com a sociedade”, disse Cardeal. Em sua apresentação, o diretor mostrou o histórico detalhado do projeto, desde os primeiros estudos, passando pelo Tratado Binacional, o estudo do inventário da bacia do Rio Uruguai, aprovado em 2010, até o momento atual, com os estudos de viabilidade.Na apresentação, Cardeal destacou ainda a importância dos cadastros socioeconômico e imobiliário e da articulação na comunicação com a população. “Tudo será feito dentro das normas legais. Uma das legislações mais rígidas no mundo sob o ponto de vista socioambiental é a brasileira e a mesma rigidez nos estudos será usada nos dois países”, explicou o executivo.A atividade reuniu cerca de 500 pessoas, dentre representamtes de movimentos sociais, entidades representativas de trabalhadores, de empresários, de pescadores, além de prefeitos, vereadores e lideranças regionais do Brasil, acolhendo inclusive interessados da Argentina. Após a apresentação da Eletrobras, houve um debate com o público, que pôde apresentar dúvidas e críticas ao projeto.Indicados no Estudo de Inventário, os aproveitamentos hidrelétricos de Garabi e de Panambi somam 2.200 MW de capacidade instalada e devem receber investimentos de cerca de US$ 5,2 bilhões. Os estudos estão sendo em parceria da Eletrobras com a estatal argentina de energia Ebisa. As companhias contrataram o Consórcio Energético do Rio Uruguai para operacionalizar os estudos, desde maio de 2013.
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