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16/10/2013
Rebaixamento à vista

Correio Braziliense - 16/10/2013  A agência de classificação de risco Fitch colocou ontem a nota máxima de crédito dos Estados Unidos (AAA) em perspectiva negativa. Resultado do impasse no Congresso norte-americano em torno da elevação do teto de endividamento do país e da paralisação parcial dos serviços públicos, a decisão levou em conta a chance de o Tesouro não ter recursos suficientes para pagar os seus compromissos. Na quinta-feira, as reservas estavam em US$ 30 bilhões.Segundo a Fitch, a turbulência política reduz o espaço de manobra financeira e eleva o risco de o país não honrar o pagamento. O Tesouro norte-americano reagiu dizendo que a ameaça de rebaixamento é um lembrete para os parlamentares da perigosa proximidade do calote.Em meio a esse cenário, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) subiu 1,5% ontem, puxado pela petroleira OGX, que deram um salto de 47,8%. Os ganhos foram contidos pelas quedas nos pregões dos EUA e pela expectativa geral de investidores em torno do debate parlamentar para tentar superar a crise fiscal norte-americana e sustar o calote.Os índices nova-iorquinos Dow Jones e Nasdaq recuaram 0,87% e 0,56%, respectivamente. Os da Europa, por sua vez, ainda estavam afetados pelo otimismo da véspera e fecharam em alta. Londres subiu 0,64% e Paris, 0,78%. Os contratos futuros de petróleo negociados nos EUA fecharam em queda, pressionados pelo impasse. O principal deles, com entrega para novembro, recuou 1,18%, para US$ 101,21. (SR)» US$ 200 milhões para a OGXA disparada das ações da OGX, do grupo de Eike Batista, embalou ontem o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo. A alta de 47,8%, a maior desde o lançamento dos papéis, em junho de 2008, foi consequência da notícia de que o empresário deve abrir mão do controle da companhia, em troca de uma injeção de US$ 200 milhões no capital por um grupo de investidores. O Conselho de Administração demitiu ontem o presidente da petroleira, Luiz Eduardo Carneiro, e o diretor jurídico, José Faveret. O atual diretor Financeiro e de Relação com Investidores, Paulo Amaral, assumirá o lugar deles. Um executivo da Angra Partners, que coordena a reestruturação do grupo, ocupará a presidência. false false true Rebaixamento à vista

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