Abeeólica informou que o tema tem despertado preocupação no setorPor Wagner Freire, de São Paulo (SP)A competitividade, somada a quantidade de projetos eólicos cadastrados no próximo leilão A-3, leva a entender que a fonte será mais uma vez a grande vencedora do certame. A festa, porém, pode ser menor, pois há uma incerteza sobre a oferta de equipamentos para atender os projetos."Há uma grande preocupação por parte do setor", afirmou Elbia Mello, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), que participou nesta terça-feira (05/11) de evento promovido pela Pinheiro Neto Advogados, em São Paulo, intitulado o “Mercado de Energia do Brasil: Desafios e Perspectivas”.A executiva lembrou que atualmente existem 7GW eólicos em construção no País, e que este ano já foram contratados outros 1,5GW. Como o leilão A-3, marcado para 18 de novembro, se torna na prática um leilão A-2, ou seja, com dois anos para os empreendedores colocarem os parques viabilizados em operação; essa velocidade pode fazer com que a indústria eólica não tenha capacidade de fornecer equipamentos para todos os projetos, se tornando um impeditivo para o sucesso pleno da fonte."Essas questão (da oferta de equipamento) nós só vamos poder responder no day after (dia seguinte) do leilão", brincou Elbia.O próximo leilão A-3 tem 15 GW eólicos cadastrados. O preço teto fixado pelo governo foi de R$126,00/MWh, o que agradou os investidores eólicos. "Nós estávamos aguardando um ajuste no preço teto. A eólica precisa contemplar os custos que surgiram do ano passado para cá: como a mudança da taxa de câmbio, exigência de financiamento (Finame), de P90, e do risco de conexão", detalhou a executiva.Segundo Elbia, o setor eólico tem investido R$4,8 bilhões por ano. No entanto, apensar da trajetória crescente da fonte, alguns obstáculos precisam ser superados."Nós temos um apetite muito grande, mas o País tem seus limites", disse ela, se referindo aos gargalos logísticos do Brasil. "Estamos construindo 7GW, o que gera um grande fluxo de equipamentos , que exigem necessidades especiais. Isso tem trazido muito movimento para o País, mas ao mesmo tempo certa preocupação." Elbia disse que o tema já está sendo discutido com o governo.
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