Ideia é dar um primeiro sinal para o desenvolvimento da indústria solar no BrasilPor Wagner Freire, de São Paulo (SP)O Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen) apresentará ao governo uma proposta que visa a organização de leilões específicos para a energia solar já a partir de 2014.Segundo o vice-presidente da entidade, Leonardo Calabró, uma parte da proposta sugere a realização de três leilões de energia de reserva específicos para solar. O primeiro aconteceria já em julho de 2014, com entrega em 18 meses; o segundo seria em setembro de 2015, com entrega em 16 meses; e o terceiro seria em maio de 2016, com entrega em 14 meses. Os contratos de suprimento seriam de 25 anos. A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine) e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) são parceiras da Cogen na iniciativa.“A nossa proposta é que o governo sinalize leilões específicos para a solar para que a indústria possa ter a certeza de que o governo está realmente interessado em desenvolver a fonte no Brasil”, disse Calabró, que participou nesta terça-feira (05/11) de evento promovido pela Pinheiro Neto Advogados, em São Paulo, em titulado o “Mercado de Energia do Brasil: Desafios e Perspectivas”.De acordo com o executivo da Cogen, a consultoria Thymos Energia fez um levantamento de custos, e apontou que seria possível contratar energia solar ao preço de R$190,00 a R$200,00/MWh. “Considerando os preços praticados em leilões anteriores, imaginamos que não tem nenhum mal em comprar 100MW médios a esse preço”, disse Calabró.Além dos leilões de energia de reserva, a proposta da Cogen também prevê a organização de leilões para geração distribuída, nos anos de 2015 e 2016, com entrega de energia, respectivamente, em 2018 e 2019. O contrato de suprimento seria de 25 anos.Neste modelo, explicou Calabró, parte da demanda das distribuidoras a ser contratada nos leilões A-5 ou A-3 seria transferida para os leilões de geração distribuída. “Essa usinas precisariam estar conectadas dentro das áreas elétricas, ou seja, na baixa tensão . Com isso, diminui-se perdas, investimento na transmissão e aumentaria a segurança do sistema”, detalhou o executivo.Mas no caso do leilão de geração distribuída, outras fontes também poderiam participar, como biomassa, pequenas eólicas, entre outros tipos de geração.
“Entendemos que esse é o caminho a ser seguido”, afirmou Calabró, se referindo à penetração da fonte solar na matriz brasileira. A expectativa é que a proposta esteja pronta entre o final de novembro e o início de dezembro.Sobre os próximos leilões A-3 e A-5, que já contam com a participação da energia solar, Calabró afirmou que não há expectativa da viabilização de nenhum empreendimento, dado a competição com outros tipos de geração.
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