Correio Braziliense - 06/11/2013 A endividada OSX, construtora naval controlada pelo empresário Eike Batista, conseguiu algum alívio ontem ao renegociar empréstimo de R$ 400 milhões com a Caixa Econômica Federal. A dívida já estava com 17 dias de atraso. O banco Santander forneceu 100% de garantia para que o refinanciamento, por um período adicional de 12 meses, fosse aprovado. As fontes da informação não podem ser identificadas em razão das regras de sigilo bancário.Desde que a petroleira OGX pediu recuperação judicial na semana passada, o mercado vinha apontando a OSX como a próxima companhia do Grupo X a jogar a toalha. A notícia da rolagem da dívida acabou influenciando no valor das ações do estaleiro. O papel, que registrou queda de 95% no acumulado deste ano, reverteu as perdas iniciais e subiu ontem 20,75%, para R$ 0,64.Quase todos os negócios da OSX dependem da OGX, uma vez que a petroleira freta plataformas da companhia de construção naval. A OSX tinha dívidas de R$ 5,3 bilhões até junho — R$ 1,1 bilhão na Caixa. A empresa disse, na semana passada, que poderá exercer direito legal à recuperação judicial caso a administração considere essa medida adequada. Afirmou, ainda, que estuda diversas iniciativas de reestruturação, incluindo potenciais combinações empresariais.SilêncioComo outras empresas de Eike, os problemas da OSX seguem as dificuldades da OGX, carro-chefe do grupo, que não conseguiu produzir petróleo suficiente para honrar contratos. Ao iniciar as atividades em seu primeiro campo, no início de 2012, a OGX tinha grandes expectativas e metas ambiciosas, mas o óleo não fluiu como o esperado. Batista chegou a prometer aos investidores que seria capaz de fazer jorrar 1,4 milhão de barris de óleo equivalente por dia em 2018, ou mais da metade da produção atual do Brasil. Não conseguiu nem 1% desse volume.Nem a Caixa Econômica nem o Santander comentaram o empréstimo. A empresa não confirmou a operação.
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