Notícias do setor
08/11/2013
AES Eletropaulo avalia que é preciso ter alternativas para as distribuidoras caso leilão A-1 seja frustrado

Concessionárias podem ficar com exposição involuntária de até 6 mil MW médios. Atualmente, exposição é de 2 mil MW médiosCarolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas 07/11/2013 A situação das distribuidoras pode ficar complicada em 2014 caso o leilão A-1, previsto para acontecer no fim do ano, seja frustrado. Isso porque essas concessionárias já estão com uma exposição involuntária no mercado de 2 mil MW médios e no fim do ano contratos que somam mais cerca de 4 mil MW médios irão vencer. Britaldo Soares, presidente do grupo AES Brasil, avalia que é preciso ter alternativas para as distribuidoras caso o certame não comercialize energia ou não consiga atender completamente às demandas das companhias.Segundo ele, hoje a AES Eletropaulo (SP) tem uma exposição involuntária de 3% da sua posição de energia. "Estamos com 97% de contratação, comparativamente aos 102% que terminamos em 2012. Essa exposição se deve à alocação das cotas das concessões renovadas", declarou Soares durante teleconferência para divulgação dos resultados do terceiro trimestre, que aconteceu nesta quinta-feira, 7 de novembro. O executivo comentou que já estão sendo discutidas condições de preços e de produtos para o leilão A-1, de forma a assegurar que o certame tenha uma flexibilidade maior e mais atratividade."Obviamente, do outro lado, estamos conversando também sobre a necessidade de uma ação que venha a mitigar esse impacto caso haja uma eventual frustração desse leilão. Isso pode ser feito, por exemplo, com a ampliação da consideração de recursos setoriais, como a CDE", comentou. Pelo decreto que autorizou o uso da conta para cobrir a exposição das distribuidoras, os recursos serão liberados até dezembro de 2013. Ao longo do ano, a AES Eletropaulo recebeu a título de CDE cerca de R$ 1 bilhão. "O que precisa ser preservado no final do dia é o fluxo de caixa das distribuidoras", avaliou.4º ciclo de revisão tarifária - Apesar de considerar prematuro antecipar a visão da AES Eletropaulo sobre o quarto ciclo de revisão tarifária, Soares afirmou ter visões bastante claras com relação as considerações que devem ser feitas. "O perfil de risco que as distribuidoras tem hoje precisa ser considerado no processo de discussão de definição de metodologia do quarto ciclo, basicamente na definição de um Wacc, de uma taxa de retorno que faça sentido, que se relacione com esse perfil de risco", analisou.Segundo ele, as distribuidoras passaram por mudanças consideráveis nos últimos doze meses, incluindo aí a exposição involuntária devido a alocação de cotas e também ao acionamento térmico. "Estamos preparando uma série de contribuições a serem apresentadas à agência reguladora para assegurar as evoluções necessárias, que estão diretamente relacionadas ao requerimento de investimento das distribuidoras no Brasil. Mas acho que é prematuro antecipar. Temos no mínimo um ano para a definição de todos os conceitos para a quarta revisão tarifária", considerou.

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