Redução em um ponto percentual nas perdas representam R$90 milhões a mais no caixa na companhia Por Wagner FreireA AES Eletropaulo reduziu em 14% as perdas (não técnicas) de energia no terceiro trimestre de 2013. O resultado, decorrente de ações de combate às ligações informais de energia (gatos), foi destaque na teleconferência de apresentação dos resultados operacionais e financeiros da companhia no período de julho a setembro.Britaldo Soares, presidente da empresa, informou nesta quinta-feira (07/11) que a concessionária faz anualmente 70 mil regularizações de energia. Neste ano, já foram feitas 57 mil. Para cada ponto percentual de perdas reduzidas, a empresa adiciona R$90 milhões no caixa. O índice de perdas totais está em 9,7% - abaixo dos parâmetros exigidos pela agência reguladora (10,1)Da mesma forma, a melhora dos indicadores operacionais de qualidade também foi comemorada pela companhia. Os indicadores de duração (DEC) e frequência (FEC) de interrupção foram reduzidos em 5%, para 8,21 horas e 4,54 vezes, respectivamente.Pelo lado financeiro, o consumo total de energia elétrica cresceu 2,7% no período em comparação ao terceiro trimestre de 2012, totalizando 11.626GWh. Contribuiu para esse desempenho o aumento de 4,2% no consumo da classe comercial, e de 2,4% da classe residencial.O lucro líquido ficou em R$27 milhões, resultado de uma conjuntura melhor de mercado e da redução das despesas operacionais. A geração de caixa medida pelo Ebitda ficou em R$142,4 milhões, aumento de 61,2% na comparação com o desempenho apresentado no terceiro trimestre de 2012.A receita operacional liquida totalizou R$2,22 bilhões no 3T13, uma redução de 9,4% ou R$230 milhões comparada aos R$2,24 bilhões de 3T2012.4º Ciclo de Revisão TarifáriaQuestionado sobre as expectativas para o 4º Ciclo de revisão tarifária, Britaldo Soares explicou que é prematuro fazer qualquer tipo de avaliação, pois ainda há muito tempo para se debater a metodologia a ser aplicada. No entanto, ele lembrou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) precisa considerar o novo perfil de risco das distribuidoras ao definir a margem mínima de retorno das empresas."A Aneel precisa definir um WACC que faça sentido e considere esse perfil de risco. Vejam hoje a exposição que as distribuidoras têm enfrentado com todas essas mudanças nos últimos 12 meses", comentou o executivo. "Estamos preparando uma série de contribuições a serem apresentadas à agência reguladora."Soares informou que o nível de exposição da Eletropaulo é de 3%. Mas um insucesso no leilão A-1 de dezembro pode agravar a situação para todas as distribuidoras do País. "Essas discussões seguem com MME (Ministério de Minas e Energia) para que o leilão não dê vazio", disse.
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